Turner foi decisivo para a vitória dos Dodgers

O drama estava escrito no Dodger Stadium por toda a noite deste domingo (15). Pelo jogo dois da final da Liga Nacional, Los Angeles Dodgers e Chicago Cubs fizeram partida parelha e nervosa do início ao final e chegaram empatados na nona entrada por 1 a 1. Então, com dois eliminados e dois corredores em base para os Dodgers, o terceira base Justin Turner foi decisivo mais uma vez nesta pós-temporada e ganhou o jogo para o time angelino com um walk-off home run de três corridas contra o veteraníssimo arremessador John Lackey.

 

Desde que foi dispensado pelos Mets em 2013 e assinou um contrato de liga menor de apenas US$ 1 milhão com os Dodgers na offseason de 2014, Turner mudou radicalmente seu perfil ofensivo e cimentou seu lugar no panteão dos melhores rebatedores da liga. Desde a mudança para Los Angeles, ele tem um aproveitamento no bastão de 30,3% e galopantes 37,8% em base (sem contar os 71 home runs e 264 corridas impulsionadas), contabilizando um WAR de 18,9 (segundo maior do time no período, perdendo apenas para – surpresa! (só que não) – Clayton Kershaw). E, ah, o terceira base, hoje com 32 anos, também ganhou um novo contrato, de US$ 64 milhões por quatro anos, antes do começo desta temporada e é um dos jogadores mais queridos pela torcida do time de Chavez Ravine.

Nos playoffs, Turner tem atingido outro patamar. Nesta pós-temporada em especial, ele chegou em base em 50% dos seus at-bats e impulsionou 10 das 29 corridas anotadas pelos Dodgers até agora. Sua performance na frente dos holofotes característicos do beisebol em outubro o colocou em companhia célebre de Lou Gehrig e Babe Ruth na lista de jogadores com maior porcentagem em base na história dos playoffs.

 

Para o torcedor, o home run, que garantiu a segunda vitória da equipe na série, lembrou um outro que acabou de completar 29 anos: num outro 15 de outubro, mas em 1988, Kirk Gibson rebateu um dos home runs mais célebres da história da Major League Baseball, o walk-off contra o Oakland Athletics no jogo um da World Series daquele ano. Gibson tinha se machucado durante a NLCS e estava no banco, até que o manager Tommy Lasorda, com seu time perdendo, o colocou para enfrentar o fechador Dennis Eckersley. O resto, ficou pra história (eternizado na voz de Vin Scully), e os Dodgers então dispararam para levar o título em cinco jogos (e desde então não voltaram mais à grande final).

Lado histórico de lado, os Dodgers estão dominantes nesta pós-temporada, tendo ganhado todos os cinco jogos que disputaram até agora. O bullpen tem sido um ponto de destaque, tendo cedido apenas 3 corridas merecidas durante 19.2 entradas nos playoffs, sendo que nesta série contra os Cubs, enfrentou 25 rebatedores e somente um deles chegou em base (via hit by pitch, ainda). Ainda, o ataque é o que tem mais presença nas bases (com 38,7%) nesta fase final e é o segundo com mais corridas (embora tenha um jogo a menos que qualquer outro time ainda vivo nas finais de liga). O sonho de chegar à World Series pela primeira vez desde aquele 1988, marcado por Gibson, parece cada vez mais perto.