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Chris Sale vai bem, mas sozinho não levará Red Sox a lugar nenhum

Sale é a principal razão dos Red Sox terem o terceiro menor ERA entre os titulares. (Tim Bradbury/Getty Images)

O Boston Red Sox começou a temporada deste ano da mesma maneira que a última: fazendo barulho nas negociações e trazendo um titular de respeito. Se ano passado David Price chegou à organização por cifras bem generosas, neste Chris Sale chegou por meio de trocas para melhorar a rotação dos meias-vermelhas. O canhoto adquirido para esta temporada não decepciona: em WAR (Wins Above Replacement) é líder considerando os arremessadores da MLB, assim como em FIP (estatística que mede o impacto do arremessador sem o auxílio da sua defesa).

Sale, em sete jogos iniciados, mostra o porquê da contratação. O controle dos arremessos, a capacidade de eliminar rebatedores por strikeout, faz com que o canhoto de 28 anos seja uma das peças principais da equipe neste início de temporada. Porém, o beisebol é um esporte coletivo e cada vez mais confirma o ditado que uma andorinha voando sozinha não faz verão. O ace é com folgas o melhor arremessador desse começo de temporada, mas a equipe não tem produzido ao seu nível e Boston é apenas o terceiro colocado em sua divisão.

A rotação não conta ainda com David Price que, lesionado, não estreou nesta temporada. Rick Porcello, atual Cy Young, não convence. Em sete jogos como titular, acumula FIP de 3.95 e 0.6 de WAR. Performances piores são vistas em outros arremessadores que já começaram essa temporada no montinho para os meias-vermelhas: Drew Pomeranz (5 jogos/3.89 FIP), Eduardo Rodríguez (5 jogos/4.06 FIP), e Steven Wright (5 jogos/7.67 FP) também não tiveram atuações convincentes abrindo jogos.

Há dois anos a tradicional franquia de Boston tentou montar a rotação titular sem um nome de peso e o resultado não foi dos melhores: a equipe teve campanha negativa e mal competiu na temporada regular. Ano passado, com a chegada de Price e Kimbrel, o time foi à pós-temporada, mas foi varrido na série divisional contra o Cleveland Indians. O ataque, que contava com Mookie Betts, David Ortiz e Dustin Pedroia em temporadas excelentes, não conseguiu sustentar o fraco desempenho da rotação e o time não ofereceu perigo.

O roteiro parece se repetir aqui, a exceção de Sale. O canhoto vem apresentando tudo que era esperado dele, até nas recentes confusões em jogos contra o Baltimore Orioles. No montinho, o camisa 41 carrega uma sequência de seis jogos com 10 ou mais strikeouts. Lidera também toda a MLB no quesito (são 73,  13 a mais que o segundo colocado, Jacob deGrom) e é o segundo em strikeouts por 9 entradas (12.7) ficando atrás apenas de Danny Salazar (13.1), dos Indians. Não há como pedir que o novo reforço entregue mais que isso.

Se existe algo que Boston precisaria ter aprendido com as duas últimas temporadas é que a coletividade do jogo faz diferença. Toda peça é importante e constrói um pouco para o time ser mais coeso. O bullpen conta com o Kimbrel como fechador, mas além disso, nenhum outro nome que inspire tanta confiança. No lado ofensivo, o time não foi às compras como o esperado para substituir David Ortiz. Mitch Moreland chegou para o posto de primeira base e Hanley Ramirez assumiu o posto de rebatedor designado e ambos nunca foram reconhecidamente rebatedores prolíficos.

Além desses problemas, Pablo Sandoval continua com o mesmo problema de sempre: lesões e pouco aproveitamento ofensivo. Jackie Bradley Jr. mostra o exímio defensor que é junto com o baixo poder ofensivo (nesta temporada, até então, são 17.5/25.0/26.3). Fora isso, segundo o site Fangraphs, Boston apresenta o pior baserunning da MLB. São problemas que precisam ser melhorados pelo manager John Farrell.

Dave Dombrowski, Presidente de Operações dos Red Sox, peca na montagem do elenco. Foram 18 jogadores negociados (16 prospectos e dois do elenco principal) e foram poucas as trocas que adicionaram profundidade ao elenco. Será que Boston ainda tem os prospectos necessários para conseguir trazer mais nomes para melhorar o time? Kimbrel e Sale estão se mostrando essenciais ao time, mas e quanto as outras trocas? São questões que deixam a pulga atrás da orelha dos torcedores.

São 162 jogos e é desnecessário falar aqui o quanto é importante ter peças de reposição e jogadores para situações específicas. Boston provavelmente ganhará a divisão, como foi no ano passado, visto que os concorrentes não estão à altura do elenco. Porém, olhando para trás e aprendendo com o que passou, é preciso mais que isso para concorrer buscando a World Series.

 

Sobre Leonardo Parrela

Graduando em jornalismo, "corneta ambulante", fã dos Mariners e súdito do King Felix Hernández.

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  • Lucas Vinícius

    Ótima matéria continue assim!

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