Um dos jogadores promissores da nova safra de talentos da seleção brasileira, Vitor Ito esteve presente no elenco da seleção brasileira no qualificatório do WBC, de 2016. Atualmente no Japão, na universidade de Kyoei, ele ambiciona uma carreira longa no beisebol e conversou com o Segunda Base sobre seus planos e possibilidades para o futuro.

Adaptação no Japão e foco no beisebol

Apesar de ser bem jovem (21 anos), Vitor pode ser considerado um veterano em solo japonês. Ele joga no país há seis anos, e chegou lá para atuar no colegial. No começo, o infielder conta que a adaptação não foi nada fácil, principalmente pela rigidez que teve de enfrentar no início.

Vitor no perfil oficial do time da universidade (Kyoei)

Vitor no perfil oficial do time da universidade (Kyoei)

Agora, Vitor se considera completamente adaptado e confortável no país. “No começo não foi tão fácil acostumar com a metodologia do beisebol colegial, mas hoje em dia não tenho problemas”, comenta o jogador.

Quando Vitor ainda jogava no Brasil, na época da adolescência, ele teve que fazer uma escolha complicada: Japão ou Estados Unidos. “Houve algumas conversas com olheiros americanos na época em que eu jogava no Brasil, mas eu optei pelo Japão, pois sempre tive o sonho de jogar no Koshien (final do colegial).”

Não foi só uma vez que ele preferiu o oriente ao ocidente. “Eu tive o privilégio de poder escolher novamente entre os Estados Unidos ou o beisebol universitário japonês. O motivo por eu ter escolhido a universidade foi porque eu acreditava que continuar jogando no Japão me dava uma boa chance de se tornar profissional.”

Vitor, que terá mais um ano na universidade em 2017, conta que o principal motivo de ter trocado de país foi o beisebol, e esse continua sendo o principal foco. “Meu foco esse ano é ter bons resultados para chegar à NPB. Também tenho vontade de jogar na MLB, e muita.”

2016 especial e futuro com a seleção

Convocado pela seleção brasileira para participar do WBC, Vitor exalta o ano positivo que teve, que culminou com o seu time campeão da liga. “2016 foi um ano incrível para mim, meu time foi campeão da liga e fomos para o campeonato nacional (parecido com o Koshien).”

Sobre a experiência no qualificatório do WBC, Vitor classifica como excepcional. “O nosso time era uma mistura bem interessante de jogadores com características do beisebol de vários países diferentes com um ótimo entrosamento. Com toda essa “miscigenação” eu aprendi muito e me fez crescer com jogar. Só tenho a agradecer a todo grupo.”

Vitor espera fazer parte da seleção brasileira no futuro, inclusive estar presente com o time durante o próximo ciclo olímpico para Tokyo 2020. “Logo após o término do WBCQ, eu tive uma conversa com o grupo dos veteranos do time sobre liderar o beisebol brasileiro. Muitos jogadores não estarão presente no próximo ciclo, mas cabe a nós, os mais novos, dar continuidade ao grande trabalho que os mais velhos fizeram.”