Falar de beisebol não é apenas falar de um campo, jogadores, técnicos, managers, torcida, etc. Falar de beisebol é falar também sobre cultura, e uma cultura muito rica fora dos estádios.

Um esporte que é mais do que centenário, tem seu espaço na cultura de maneira bem ampla. Não apenas por ser um esporte adorável, mas porque conseguimos captar histórias únicas ao longo dos anos que se tornam livros, artes, documentários, séries, filmes… filmes! Como não curtir um bom filme? E hoje vamos homenagear um cara que ajudou muito a expandir a cultura do nosso amado beisebol.

Kevin Michael Costner, mais conhecido como Kevin Costner: tenho certeza que você fã de beisebol ou não, conhece esse sujeito. Costner já protagonizou alguns dos filmes icônicos da indústria (uns excelentes, outros nem tanto) tais como: Dança com Lobos, que ganhou tudo quanto é prêmio; O guarda-costas, ao lado de Whitney Houston; Anjos da vida – mais bravos que o mar (adoro esse); e até Batman vs Superman, interpretando o pai do Super. Bom, e onde o beisebol entra nisso? Em pelo menos quatro oportunidades. Sim, Costner é um de nós que ama essa brincadeira.

Vamos falar de três deles. Eu não falarei de Chasing Dreams (Baseball – Em busca dos sonhos) porque digamos que não vale muito a pena, aliás, é até difícil encontrar por aí, acredite. Vamos falar dos outros três mas sem nos aprofundar porque certamente veremos matérias separadas sobre os filmes aqui no Segunda Base. Fica a dica!

Seguiremos a ordem cronológica de Costner e começamos por Bull Durham, de 1988, cuja título traduzido em português ficou Sorte no amor (tradução clássica).

Cartaz do filme de 1988

O filme estrelado por Costner ao lado de Susan Sarandon e Tim Robbins, conta a história de Davis “Crash” (Costner) que é um catcher que atua há 12 longos anos no do Durham Bulls, um time da minor league. Crash é chamado para a single A para ajudar Nuke (Robbins) a melhorar o controle de seus arremessos para chegar bem na Major League, no meio disso tem Annie (Sarandon) que é aquela torcedora do time que fica namorando os dois rapazes. Sabe como é né? Aliás, para um filme de beisebol, até que tem muita cena danadinha (se é que me entende). Brincadeiras a parte, o filme é ótimo, uma comédia/romântica/drama que vale a pena.

O segundo filme é do ano seguinte. Field of Dreams, em português Campo dos Sonhos, é um dos meus favoritos. Só não espere um filme nos padrões comuns. Campo dos sonhos te leva numa viagem fora do normal.

Cartaz do filme de 1989
Ray Kinsella (Kostner) se casou com Annie (Amy Madigan) e decidiram ter uma vida simples como agricultores numa fazenda que compraram em Iowa. Até aí tudo bem, o problema é quando em um belo dia Ray, no meio de seu milharal, ouve a seguinte frase: “se você construir, ele virá”. Essa voz fica perturbando Ray até que, através de seu milharal ele vê o desenho de um campo de beisebol e lembra das conversas com seu falecido pai sobre os jogadores antigos e logo percebe que tem de construir um campo de beisebol ali, para que jogadores já falecidos voltassem para jogar naquele campo. Sim, é nessa loucura que o filme se baseia. Porém, é extremamente bem contado a história. Todo fã de beisebol precisa assistir Campo dos sonhos. Quem tem ídolos, quem é apaixonado por esporte quem tem uma grande relação com o pai, precisa ver esse filme. É uma viagem, mas vale a pena demais.

O terceiro e último é de 1999. For Love of the Game que em português ficou Por Amor é um belo filme visto de uma ótica diferenciada.

DVD do filme Por Amor
Billy Chapel (Kostner) é um veterano arremessador do Detroit Tigers. Após dezenove anos atuando nos Tigers, Billy descobre que foi trocado com o San Francisco Giants. O jogador de 40 anos que dedicou a vida ao beisebol, no meio disso tudo descobre que sua esposa Jane (Kelly Preston) está se distanciando, algo que Billy fez com ela ao longo dos anos que se dedicava ao beisebol. E em seu último jogo com os Tigers no Yankee Stadium, arremesso após arremesso, Billy vai refletindo sobre a vida e a sua relação pessoal com a esposa. A ótica legal é essa, mostrar o que passa na cabeça de um arremessador a cada jogada num longo jogo de beisebol. Vale a pena demais o filme também. É longo, mas consegue amarrar muito bem a história nessa narrativa através do jogo.

Bom, é isso. Vamos parar por aqui. Filme e beisebol juntos é post para durar uma semana inteira. Por hora três boas dicas de filmes sobre o tema que valem muito a pena. E uma singela maneira de homenagear essa figura do cinema e do beisebol que tanto fez pelo nosso esporte nas telonas. Grande Kevin Costner!