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Palpite intacto

Clayton Kershaw e Corey Kluber: dois dos melhores arremessadores da MLB

Sempre gosto de deixar um palpite quando uma temporada começa, mas é aquela coisa no beisebol: nem sempre o melhor time ganha. Por isso, quantas “surpresas” acabam sendo coroados como vencedores da World Series. Como em todos os outros os esportes deixo um palpite antes da temporada começar, mas quase sempre acabo mudando o palpite quando os playoffs se iniciam. Nem eu acredito, mas em 2017, vou manter minhas escolhas que fiz em março. Cleveland Indians e Los Angeles Dodgers estarão na World Series.

Por que isso pode acontecer?

De novo, nem sempre o melhor time levanta o título da World Series no fim do mês. Mas a bem verdade é que Dodgers e Indians entram na pós-temporada com as melhores campanhas de suas respectivas ligas, ou seja, eles jogam em casa até uma eventual final da Liga Nacional e Americana. Jogar em casa é, sem dúvidas, um fator muito importante.

O que tem se tornado algo pra lá de crucial quando chegam os jogos em outubro é o bullpen. O bullpen dos Indians, liderados por Cody Allen e Andrew Miller, já mostrou grande sucesso no ano passado e durante a temporada regular. Dos Dodgers, a mesma coisa, com Kenley Jansen, um dos mais dominantes fechadores do jogo atualidade. Os Indians tiveram um ERA de 2.89, melhor marca da liga, enquanto que os Dodgers ficam em quarto nesse quesito com 3.38.

Seguindo com arremessadores, o que dizer do duo Corey Kluber e Clayton Kershaw. Ambos já vencedores do prêmio Cy Young, ambos que perderam tempo durante a temporada regular por conta de lesão, mas que chegam em outubro arremessando muito bem e serão cruciais para o sucesso de suas equipes. Além deles, nomes como Yu Darvish, Carlos Carrasco, Rich Hill, Trevor Bauer terminaram a temporada regular em excelente forma e vão contribuir.

Os times, que já eram muito bons durante determinado tempo na temporada regular, se reforçaram ainda mais na janela de transferências. Os Dodgers com Darvish, Tony Watson e Tony Cingrani, enquanto que os Indians com Joe Smith e Jay Bruce.

Ambos os ataques são capazes sozinhos de ganhar jogos para ambos os lados. Os Indians contratou Edwin Encarnación no início do ano, teve a chegada de Jay Bruce durante a temporada e viu o 3ª base Jose Ramirez ter um ano com calibre de MVP. Os Dodgers, mesmo com diversas lesões, viu o novato sensação Cody Bellinger rebater 39 home runs, Yasiel Puig com um ano muito produtivo no bastão, além dos sempre consistentes Justin Turner e Corey Seager. Enfim, os motivos são vários para que esses times cheguem a grande final do beisebol.

Mas também pode não acontecer…

Como é possível encontrar motivos para o lado positivo da coisa, também temos que olhar o outro lado da moeda. Tendo as melhores campanhas de suas respectivas ligas, Dodgers e Indians vão enfrentar nos playoffs de divisão os vencedores do jogo de wild-card, e isso pode apresentar um grande problema.

Primeiro com os Indians. os Yankees garantiram vaga para enfrentá-los após derrotarem os Twins no Wild Card. Apesar de todos os problemas durante a temporada, a equipe apresenta uma formidável rotação titular com Luis Severino, Sonny Gray e Masahiro Tanaka, todos de muito talento. O ataque com Aaron Judge, Didi Gregorious, Gary Sanchez é capaz de anotar muitas corridas. E o bullpen foi quem teve melhor aproveitamento contra no bastão (pouco mais de 20%) e terceiro em ERA.

Além disso, os Astros com aquele ataque jovem, com um mix de experiência, somada a chegada de Justin Verlander é um time a ficar de olho. Eles vão enfrentar o Boston Red Sox que tem Chris Sale como seu principal jogador, um bullpen com dúvidas, mas com a certeza de Craig Kimbrel é um baita fechador e um ataque que ainda produz muitas corridas mesmo com a aposentadoria de David Ortiz.

Melhor campanha da temporada regular com 104 vitórias, o Los Angeles Dodgers dominou praticamente todos os seus adversários em 2017. Com exceção feita a dois times: Diamondbacks e Rockies. Curiosamente, os times que se enfrentam no jogo de wild-card da Liga Nacional e o vencedor enfrenta LA.

Arizona melhorou e muito a sua rotação em relação a 2016. Zack Greinke, saudável, foi dominante. Robbie Ray em quatro partidas contra os Dodgers conseguiu dez ou mais strikeouts. E caso os D’Backs vençam, ele pode arremessar, no mínimo, em duas partidas. O bullpen ainda tem algumas questões, mas terminou a temporada regular em ótima fase, principalmente Archie Bradley e o fechador Fernando Rodney. O ataque é impressionante. David Peralta, AJ Pollock, Paul Goldschmidt, JD Martinez e Jake Lamb. Boa sorte pra enfrentar esse line-up poderoso.

Martinez rebateu 29 home runs em 60 jogos desde que chegou do Detroit Tigers, disparado a melhor aquisição da janela de transferências. Tudo indicaria que os Dodgers vão ter três canhotos começando partidas e ter caras como Martinez, Goldy e Pollock (que são destros) podem ajudar muito.

Os Rockies venceram seis dos últimos sete jogos contra os Dodgers na temporada regular, incluindo duas vitórias nos último fim de semana no Coors Field. E por falar em Coors Field, caso os Rockies avançem, o estádio será um grande fator para a eventual série contra os Dodgers. Assim como Arizona, o ataque de Colorado tem força. Muita força. Charlie Blackmon, o incrível Nolan Arenado, Mark Reynolds, além de Carlos González e Trevor Story que tiveram bons números no mês de setembro.

A rotação dos Rockies, que é talentosa, mas que não mostrou excelentes números, pode ser um problema, considerando também os eventuais jogos no Coors Field. Jon Gray é o titular no jogo de wild-card, e nomes como Tyler Chatwood, Kyle Freeland, German Marquez, Antonio Senzatela seriam candidatos para titulares na NLDS. O bullpen, que sempre foi um problema, parece ter encontrado uma boa sequência. Greg Holland, Pat Neshek e Jake McGee são todos experientes e que já tem bagagem diversos jogos na pós-temporada.

Somando tudo a isso, Dodgers, Diamondbacks e Rockies jogam na divisão oeste da Liga Nacional. Isso faz valer e muito na hora de fazer análises, previsões e, claro, palpitar. Fora que, do outro lado, Washington Nationals e Chicago Cubs se enfrentam na NLDS no que eu considero a melhor série dos playoffs de divisão da MLB.

A rotação dos Nats com Scherzer, Strasburg e Gio Gonzalez. O ataque sensacional com Harper, Turner, Murphy, Zimmermann, Rendon e um bullpen incrivelmente melhor depois das chegadas de Sean Doolittle, Ryan Madson e Brandon Kintzler. Do outro lado a rotação dos Cubs que melhorou muito depois da chegada de Jose Quintana, Arrieta e Lester tiveram melhores números nos últimos dois meses de temporada regular. Kris Bryant, Anthony Rizzo, Willson Contreras, Ben Zobrist e etc. Wade Davis, um dos melhores fechadores do beisebol. E ah, eles são os atuais campeões. Essa série vai ser demais.

Enfim, aí estão algumas das coisas que Dodgers e Indians, meus palpites para fazerem a World Series, podem, ou não, encontrar durante a pós-temporada. E pra seguir com a graça e o divertimento de palpitar, apostei que a Tribo irá comemorar o título da World Series. Vamos acompanhar!

Sobre Cássio Lyra

Graduado em Comunicação social pela Unisanta. Jornalista, 23 anos. Passagens por LANCE!, Jornal A Tribuna, Globoesporte.com e G1. Amante do beisebol desde 2007, torcedor dos Los Angeles Dodgers e colunista do Segunda Base

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