Poderíamos dizer inocentemente que dar ao visitante a primeira chance de ataque é herança dos tempos românticos de gentileza e cavalheirismo, mas não.

Bater em segundo é uma regra que favorece o time da casa. Quem vai ao bastão por último num jogo tem uma última chance de vencer e não precisa se defender se estiver na liderança. Importante em partidas apertadas, mais ainda quando se vai a entradas extras.

Como na temporada os times jogam metade dos jogos em casa e metade como visitantes, em tese, fica justo para todo mundo.

Mas nem sempre foi assim. Nos primórdios do jogo, não havia regra estabelecendo quem deveria começar no turno de ataque, ficando a critério do time da casa escolher se rebatia primeiro ou por último.

E havia uma certa lógica em querer começar o jogo atacando, pois, no começo do século passado, se usavam poucas bolas – às vezes, uma só – e elas iam se desgastando, tornando-se difíceis de serem acertadas pelos rebatedores. Atacar primeiro dava a oportunidade de ter mais chances de fazer contato com uma bola nova. E, estando à frente no placar, dava o benefício de controlar o jogo arremessando a bola já suja e estragada.

Em um jogo de turnos de ataque e defesa, a estratégia sobre começar atacando ou defendendo pode influenciar muito o resultado do jogo. É algo semelhante à disputa de pênaltis no futebol.