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Resumo da MLB: Ninguém segurou os Dodgers em julho, a festa do All-Star Break em Miami e um Trade Deadline insano

Justin Turner e Cody Bellinger ajudam os Dodgers a se manterem no topo da Liga Nacional (Foto: Jayne Kamin-Oncea/Getty Images)

Assim como ocorreu em 2016, o Segunda Base continuará com seu resumo mensal sobre a temporada regular da Major League Baseball em 2017. Surpresas, decepções, destaques individuais positivos e negativos, melhores jogadas do mês e por aí vai. E, à medida que a temporada for avançando, darei meus pitacos quanto a classificação para a pós-temporada e aos prêmios individuais.

Tradicionalmente, o mês de julho possui dois momentos muito interessantes: o All-Star Break e a data limite para trocas entre times (o famoso Trade Deadline). Sobre o primeiro, não há como dizer que a festa em Miami não foi divertida: Aaron Judge ZEROU a brincadeira no Home Run Derby e, em um duelo muito equilibrado e decidido apenas nas entradas extras, o time da Liga Americana venceu a equipe da Liga Nacional – o que, pela primeira vez desde 2002, não trará nenhuma vantagem em termos de mando de campo na World Series.

O sétimo mês do ano também trouxe um domínio absoluto do Los Angeles Dodgers, que além de ser dono da melhor campanha da liga, caminha com tranquilidade rumo à centésima vitória na temporada regular e colocou-se definitivamente como favorito na Liga Nacional após trazer Yu Darvish nos últimos instantes antes do fim do período de trocas (às 17 horas da última segunda-feira, no horário de Brasília). E por falar no Trade Deadline, eu vou falar um pouco sobre os times que apostaram alto para vencer agora e alguns que estão somente pensando no futuro. Mas, por enquanto, fiquemos na Flórida para falarmos sobre o fim de semana das Estrelas da MLB no Marlins Park.

A coroação do calouro dos Yankees no HR Derby; Robbie Canó decide o All-Star Game

Robinson Canó decidiu o All-Star Game 2017 (Foto: Mike Ehrmann/Getty Images)
Robinson Canó decidiu o All-Star Game 2017 (Foto: Mike Ehrmann/Getty Images)

Em um dos finais de semana das Estrelas mais divertidos nos últimos anos, o que se viu no Home Run Derby foi uma primeira rodada emocionante (onde cada duelo foi decidido por um quadrangular de vantagem) e o domínio impressionante de Aaron Judge, o calouro sensação do New York Yankees e da Liga Americana, desde o começo da competição. E olha que Justin Bour, do Miami Marlins, botou o nível da disputa lá no alto com incríveis 22 home runs na primeira rodada – apenas para ser superado por Judge, que bateu um home run a mais (com direito a LENHADAS de mais de 500 pés). O título de “rei dos quadrangulares” veio após mais duas vitórias, contra Cody Bellinger na semifinal (13 a 12) e Miguel Sanó na final (11 a 10), totalizando 47 imparáveis na noite do último dia 10 de julho.

Na noite seguinte, os times das Ligas Americana e Nacional mediram força no 88º All-Star Game da MLB. A grande mudança para 2017 é que o resultado do jogo não define mais a Liga que terá o mando de campo na World Series. O que se viu foi um jogo muito equilibrado, com os dois times jogando para vencer e levando o duelo para a 10ª entrada, quando um home run de Robinson Canó (segunda-base do Seattle Mariners) contra Wade Davis (fechador do Chicago Cubs) deu a vantagem que a Liga Americana precisava para vencer a Liga Nacional por 2 a 1. Naturalmente, Canó foi eleito o Jogador Mais Valioso (MVP) da partida, que fechou com chave de ouro um All-Star Break muito divertido. (E é uma pena que José Fernández não está mais entre nós. Seria muito legal vê-lo arremessar diante de sua torcida, amigos e familiares.)

Pintou o FAVORITAÇO para vencer a World Series?

A fase dos Dodgers é tão boa que até calouro está decidindo jogos (Foto: SI Photo)
A fase dos Dodgers é tão boa que até calouro está decidindo jogos (Foto: SI Photo)

Olha, não dá para prever o futuro, ainda mais na MLB. Só que a fase do Los Angeles Dodgers é tão boa que é muito difícil imaginar que eles não quebrarão o jejum de 29 anos sem chegar à grande final das Grandes Ligas. (Aliás, também foi em 1988 que os Angelinos conquistaram sua última World Series.) O mês de julho foi histórico para a equipe da Costa Oeste, que venceu 20 de seus 23 jogos (quase 87% de aproveitamento!), estabelecendo o melhor aproveitamento de um time neste mês nos últimos 104 anos e o terceiro melhor mês na história da MLB – somente os Giants de 1936 (24-3 em agosto, 88,9% de aproveitamento) e os Cubs de 1935 (23-3 em setembro, 88,5%) tiveram um mês melhor que o julho de 2017 dos Dodgers.

Mais uma vez, o que fez a diferença foi o desempenho no montinho: menor ERA (2,60 corridas cedidas a cada 9 entradas) e menor WHIP (1,06 walk ou rebatida cedida por entrada) em julho, além de ter limitado os rebatedores adversários a apenas 22,3% de aproveitamento, o que só não foi melhor que o (revigorado) Chicago Cubs e seus 21,7% de aproveitamento. Tudo isto graças, em boa parte, a um Clayton Kershaw que, em quatro jogos (25 entradas) cedeu apenas DUAS corridas no mês, e a um bullpen que continua sendo o melhor da MLB (com um ERA de 2,87 ao longo do ano). No ataque, Chris Taylor impulsionou 15 corridas (melhor marca dos Dodgers em julho), Corey Seager bateu seis home runs e Justin Turner chegou na primeira base em 40,4% das oportunidades.

É impressionante ver que os rivais de divisão Arizona Diamondbacks e Colorado Rockies, que já chegaram à marca das 60 vitórias (o que seria suficiente para liderarem outras TRÊS divisões da MLB), fecharam o mês de julho a 14 jogos do líder. Isto só mostra que os Dodgers estão prontos para irem mais longe em outubro. E, aparentemente, tudo vai ficar bem mesmo com Kershaw na lista de contundidos até setembro – ainda mais com a chegada de Yu Darvish.

Quem se deu bem com as trocas?

Sonny Gray (esq.) e Yu Darvish trocaram de times no Trade Deadline (Foto: SI Photo)
Sonny Gray (esq.) e Yu Darvish trocaram de times no Trade Deadline (Foto: SI Photo)

E por falar em Darvish, pode-se dizer que a reta final do período de trocas na MLB foi muito divertida e foram os Dodgers que riram por último – literalmente, porque a confirmação do acordo entre a equipe de Los Angeles e o Texas Rangers somente aconteceu a poucos instantes do deadline das 17 horas de Brasília. Um time que já era forte (com a melhor rotação da MLB em termos de ERA até 31 de julho) ficará mais forte ainda com a chegada de um arremessador de qualidade como Darvish, que será de vital importância para a equipe enquanto Kershaw estiver se recuperando da lesão mais recente nas costas e, pensando no futuro, em uma eventual pós-temporada. Além da rotação, a equipe californiana reforçou seu (já forte) grupo de relevistas ao trazer os canhotos Tony Watson (numa troca com o Pittsburgh Pirates) e Tony Cingrani (numa troca com o Cincinnati Reds). Sim, os Dodgers querem vencer AGORA e estão apostando nisto, mas é curioso que a franquia não sacrificou seu futuro, uma vez que não precisaram trocar seus três melhores prospectos.

Quem também aproveitou muito bem o período de trocas para reforçar uma de suas maiores deficiências foi o Washington Nationals. No começo do mês, a franquia da capital norte-americana já havia feito um acordo com o Oakland Athletics para trazer os relevistas Sean Doolittle e Ryan Madson e, no Trade Deadline, ainda conseguiu mais um reforço para o seu bullpen: o excelente fechador Brandon Kintzler, em uma troca com o Minnesota Twins. É bem verdade que, para trazer tantos reforços, Washington pagou o preço de se desfazer de alguns de seus melhores prospectos, mas o senso de urgência da franquia é muito maior que o dos Dodgers, já que Bryce Harper será agente livre ao final da temporada que vem e a boa fase da equipe não pode ser ofuscada por um grupo de relevistas que vem sendo um dos piores da MLB desde o começo da temporada – ainda mais pensando em outubro.

Na Liga Americana, os Yankees fizeram várias trocas para estabelecerem uma equipe competitiva que, no mínimo, brigará até o final da temporada pelo título da Divisão Leste. A chegada de Todd Frazier e David Robertson (numa troca com o Chicago White Sox) já seria interessante o suficiente para reforçar, respectivamente, o ataque e o bullpen. Só que o “grande prêmio” veio na última hora: após muita discussão, Yankees e Athletics chegaram a um acordo e Sonny Gray agora vestirá a camisa “pinstripes” do time do Bronx, o que será um reforço valioso para a rotação de arremessadores da equipe.

(Nota: A gente ainda tem muita coisa para falar sobre o Trade Deadline, incluindo a reconstrução do White Sox e jogadores que ainda podem trocar de equipe até o final de agosto, durante o período de “waivers“. Mas isto ficará para os próximos podcasts, a começar pelo nosso Bunt y me voy #12, que você pode acessar clicando aqui.)

Outros destaques positivos

Carlos Santana e Jorge Bonifacio representam Indians e Royals na luta pela Divisão Central (Foto: john Sleezer/KC Star)
Carlos Santana e Jorge Bonifacio representam Indians e Royals na luta pela Divisão Central da Liga Americana (Foto: John Sleezer/KC Star)

A disputa pela Divisão Central da Liga Americana continua intensa, mas um dos protagonistas é um pouco diferente daquele dos primeiros meses da temporada regular. Sim, o Kansas City Royals (aquele mesmo que, em termos de classificação para a pós-temporada, eu praticamente “matei” em maio…) vem se recuperando aos poucos, finalmente tem mais vitórias do que derrotas e terminou o mês de julho com 10 vitórias em 12 jogos e diminuiu drasticamente sua desvantagem em relação ao Cleveland Indians, que ainda lidera a divisão e também terminou o mês com uma campanha muito boa de 9-2. Por outro lado, os Twins perderam um pouco do ímpeto inicial e, embora a distância de 6,5 jogos em relação aos Indians não seja impossível de ser revertida, parece que o objetivo mais realista neste momento seja lutar por uma das vagas para o jogo de Wild Card.

Quem reviveu na temporada foi o Chicago Cubs, que finalmente voltou à liderança da Divisão Central da Liga Nacional pela primeira vez desde o final de maio e, mais do que isto, vem jogando muito bem desde o All-Star Break, tanto no ataque quanto no montinho (e a chegada de José Quintana parece ter sido um dos elementos que trouxe a confiança de volta para a rotação dos Cubs). Dito isto, ver quatro times (Cubs, Brewers, Cardinals e Pirates) separados por apenas 4,5 jogos ao final de julho é certeza de que a batalha pelo título da divisão promete ser acirrada até o final – a menos que os Cubs voltem, em definitivo, à boa forma de 2016.

Quem decepcionou em julho?

Este foi, de longe, o melhor momento de Aaron Judge em julho (Foto: Rob Carr/Getty Images)
Este foi, de longe, o melhor momento de Aaron Judge em julho (Foto: Rob Carr/Getty Images)

Uma das coisas mais curiosas sobre o All-Star Game é o que acontece depois dele. Em particular, para quem participou do Home Run Derby. Reza a lenda que os participantes da competição sofrem uma queda vertiginosa de seu rendimento depois do All-Star Break. Se é coincidência ou não, eu não posso dizer; contudo, dá para dizer que o rendimento de Aaron Judge caiu demais depois do Jogo das Estrelas da MLB: aproveitamento de apenas 15,9% no bastão até o último dia 1º de agosto e uma sequência de 20 jogos consecutivos sofrendo pelo menos um strikeout, o que já é um recorde histórico dos Yankees. Apenas por curiosidade, Judge teve um aproveitamento de incríveis 32,9% antes do All-Star Break. É verdade que os Yankees, como um time, não passaram por um bom momento (especialmente) no começo de julho, o que permitiu a recuperação do Boston Red Sox na classificação da divisão, mas vamos dizer que a “ressaca” pós-Home Run Derby, aparentemente, bateu forte em Judge.

Quem continua decepcionando é o grupo de arremessadores do Colorado Rockies, que acumulou em julho um ERA tenebroso de 5,38 (o pior entre os times que, ao final do mês, estavam na zona de classificação para a pós-temporada). Não é o ideal para uma equipe que tem um MVP em Nolan Arenado, mas que não pode depender exclusivamente da altitude de Denver do ataque para vencer jogos, especialmente em setembro.

Classificação da MLB* (após 31 de julho)

LIGA AMERICANA
Divisão Leste: NY Yankees (57-47); Boston (58-49, 0.5 GB); Tampa Bay (54-53, 4.5 GB); Baltimore (51-54, 6.5 GB); Toronto (49-57, 9 GB)
Divisão Central: Cleveland (57-47); Kansas City (55-49, 2 GB); Minnesota (50-53, 6.5 GB); Detroit (47-57, 10 GB); Chicago White Sox (41-62, 15.5 GB)
Divisão Oeste: Houston (69-36); Seattle (54-53, 16 GB); LA Angels (51-55, 18.5 GB); Texas (50-55, 19 GB); Oakland (47-59, 22.5 GB)
Jogo de Wild Card: Boston e Kansas City
 LIGA NACIONAL
Divisão Leste: Washington (63-41); Miami (49-55, 14 GB); NY Mets (48-55, 14.5 GB); Atlanta (48-56, 15 GB); Philadelphia (39-64, 23.5 GB)
Divisão Central: Chicago Cubs (56-48); Milwaukee (55-52, 2.5 GB); St. Louis (52-53, 4.5 GB); Pittsburgh (51-54. 5.5 GB); Cincinnati (42-63, 14.5 GB)
Divisão Oeste: LA Dodgers (74-31); Arizona (60-45, 14 GB); Colorado (60-46, 14.5 GB); San Diego (47-58, 27 GB); San Francisco (40-67, 35 GB)
Jogo de Wild Card: Arizona e Colorado
 * GB = Games Behind (jogos atrás do líder da divisão).

Sobre Estéfano Souza

Estéfano Souza, paulistano, membro do Segunda Base desde 2013 (quando ainda era MLB Brasil) e torcedor/corneteiro do Boston Red Sox. É a favor do rebatedor designado e acha que outubro é o melhor mês do ano por causa da pós-temporada na MLB e na NPB.

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