No início, a noite parecia uma festa. Clima ideal, tanto em termos de temperatura como de ambiente, entre os fãs de Rioque começou com uma grande recepção à equipe, a habitual ovação para Marcelo Gallardo antes do sinal de abertura e aplausos para Gonzalo “Pita” Martínezhoje com a camisa do Tigre. Tudo desmoronou em minutos.
O matador de Victoria o atacou duas pancadas na entrada para o Millonario e aos 15 minutos já estavam perdendo por dois gols em casa. Até então, surpresas e murmúrios entre os torcedores, que se entreolharam sem entender a falta de concentração do time Muñeco.
REPROVA TOTAL: Assobios do povo do Monumental após o fim do PT do Rio x Tigre.
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Antes do final do primeiro tempo – o resultado poderia ter sido ainda maior – as primeiras reprovações foram ouvidas nas arquibancadas: “Movete, rio movete”. Os jogadores foram para o vestiário rodeados de apitos.
As coisas pioraram logo no início do segundo tempo. O convidado se machucou toda vez que tentou contra uma defesa fraca e errática. Isto foi comprovado Aníbal Moreno com uma falha incomum no início facilitando sua tarefa Ignácio Russo -deixou cara a cara com o goleiro- que pouco depois voltou a aumentar o placar.
Não havia mais paciência. Aos 25 minutos, com o jogo 0-4 e um jogador a menos devido ao cartão vermelho para Fausto Vera, os adeptos pararam de explodir: “Jogador, o truque de sua mãeVamos ver se botam ovos, não estão brincando com ninguém.” A seriedade de Gallardo, imóvel no banco, ficou cada vez mais visível. O desconto de Lautaro Rivero (bom gol) não sarou a ferida.
RIVER PERDE 0-4 PARA TIGRE E OS FÃS CANTAM “JUGADOOOREES”.
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Os dados encerraram o gráfico da noite negra. Dos últimos seis jogos no Monumental, o River perdeu cinco. Além disso, não sofria quatro gols em casa há 16 anos: a derrota por 4 a 2 para o Boca em 2016.
Em conferência de imprensa, DT falou num “golpe impensável”.
“Era impensável. Em relação à forma como nos desenvolvemos, tudo deu errado para nós. Cometemos muitos erros. O Tigre aproveitou-os muito bem. Foram muito bons e não tivemos a continuidade de melhoria que havíamos mostrado nas três primeiras datas. Foi uma noite muito ruim que gerou não só a derrota, mas também a forma como perdemos esta noite”, explicou o boneco.
Ele também falou sobre o mau desempenho de alguns jogadores e a reprovação que receberam, como Maxi Salas e Facundo Colidio na saída. “As análises são feitas internamente. O futebolista profissional tem que conviver com a desaprovação. Tem que acreditar nas suas condições e trabalhar mais para sair dessa situação. O futebol tem vingança o tempo todo.”
O terrível 2025 encontrou Muñeco desorientado, mas sempre com o apoio da torcida. A glória passada é o que sustenta o treinador, disso não há mais dúvidas. A questão é quanto tempo a estátua durará.
O próximo compromisso de Rivers será na quinta-feira às 21h25 em La Paternal e contra o Argentinos Juniors, que perdeu invicto em Avellaneda para o Racing de Gustavo Costas no sábado.



