Todo mundo pensa na aposentadoria incomum do peso pesado do Ultimate Fighting Championship, Jailton Almeida.
A estreia de Almeida no UFC incendiou a internet nesta quarta-feira. Depois de duas lutas sem brilho, o top 10 dos pesos pesados do UFC foi divulgado apesar do recorde da promoção de 8-3. O corte inesperado virou imediatamente o trending topic do mundo do MMA, com mídia, fãs e lutadores discutindo os motivos na categoria que Tai Tuivasa sofreu sua sexta derrota consecutiva e ainda está no elenco.
Algumas atuações atingiram os chefes do UFC de maneira errada, principalmente quando Almeida derrotou Derrick Lewis em cinco rounds horríveis em que ele desencadeou um ataque que causou poucos danos. Suas lentas e difíceis derrotas por decisão para Alexander Volkov e Rizvan Kuniev significaram sua queda, e o veterano do UFC Gilbert Burns percebeu isso. “Durinho” compartilhou seus pensamentos através de seu YouTube Channel na quinta-feira sobre sua estreia nacional, trazendo dois pontos-chave que podem explicar a decisão do UFC.
“Acho que é um aviso do UFC para todos os lutadores”, disse Burns. “A Paramount está gastando muito dinheiro aqui. Estamos em uma nova era. Queremos entretenimento.”
Durinho ainda acrescenta outro aspecto que a maioria das pessoas não menciona: a equipe administrativa de um atleta pode não estar fazendo o melhor que pode para manter seu contrato.
“Não conheço o técnico (de Almeida) e não quero dizer nada de ruim. Sobre esse homem”, disse Burns com cautela. “Mas os dirigentes têm que entender que trabalham para os lutadores. Depois de Lewis e Volkov, o UFC pode dizer que não gostaram do desempenho dele. O dirigente deveria alertar o técnico e o ‘Malhadinho’ sobre isso para mudar completamente sua atitude no octógono.”
lidar com isso
Burns está mais focado no papel do gestor no MMA e na importância de um gestor manter um relacionamento forte com a empresa. Ele observou que sua equipe administrativa liderada por Ali Abdelaziz tratou de questões semelhantes para futuros campeões. Ajudando lutadores que talvez não tivessem tido essa oportunidade se não fosse por eles.
“Lembro-me de Ali me dizendo que o UFC não gostava de Kamaru (Usman)”, lembra Burns. “Ele adiou o jantar com Kamaru e[o presidente e CEO do UFC]Dana (White), que eventualmente começou a gostar de Kamaru e a construir um relacionamento.
O ex-desafiante ao título dos meio-médios sabe que o cenário do MMA fora do UFC não é mais o que era. E as opções para um grande homem como Almeida são limitadas. Burns vê apenas um caminho razoável para seu compatriota continuar no mais alto nível.
“Antes tínhamos o Bellator e outras atividades, hoje o único caminho é o PFL, espero sinceramente que sim. O ‘Malhadinho’ vai fazer dois nocautes incríveis lá e vai voltar ao UFC. Espero muito o melhor para ele”, finalizou Burns.


