Início ESTATÍSTICAS Cientistas descobriram que animais de estimação ajudam a espalhar vermes invasivos

Cientistas descobriram que animais de estimação ajudam a espalhar vermes invasivos

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Um estudo publicado na revista PeerJ identificou um fator inesperado na propagação de um platelminto invasor na França. A pesquisa foi realizada por cientistas do Instituto de Sistemática, Evolução e Biodiversidade (ISYEB) do Museu Nacional Francês de História Natural, em colaboração com funcionários da Universidade James Cook, na Austrália. Os seus resultados mostram que os animais domésticos desempenham um papel no movimento desta espécie de um lugar para outro.

Platelmintos terrestres (Platyhelminthes) são organismos invasores que geralmente expandem seu alcance movendo plantas. Este processo está amplamente relacionado com atividades humanas, como a horticultura e o comércio de plantas. No entanto, esta explicação não resolveu completamente o mistério. Esses vermes se movem muito lentamente, levantando a questão de como conseguem aparecer em jardins próximos que não receberam novas plantas.

A ciência cidadã identifica animais de estimação como vetores

Para investigar este mistério, os investigadores analisaram mais de doze anos de observações recolhidas através de programas de ciência cidadã em França. Os dados de longo prazo revelaram uma rota de propagação que não tinha sido considerada anteriormente. Em vários casos, foram encontrados platelmintos no pelo de cães e gatos, indicando que os animais de estimação podem transportá-los entre locais.

Uma espécie invasora é destacada

Das cerca de dez espécies de platelmintos que invadiram a França, apenas uma estava associada a este meio de transporte: Caenoplana variegata. Esta espécie produz um muco particularmente pegajoso, que está relacionado com a sua dieta como predador de artrópodes. Também pode se reproduzir sem parceiro, característica que aumenta sua capacidade de criar novas populações após o transporte.

Como os animais domésticos percorrem distâncias significativas todos os anos, os investigadores acreditam que esta forma de movimento pode contribuir significativamente para a propagação global de algumas espécies invasoras de platelmintos.

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