A veterana americana do bobsleigh Elana Meyers-Taylor ganhou tudo o que havia para ganhar no esporte – exceto o ouro olímpico.
Foi até segunda-feira que, na quinta tentativa, ele finalmente acrescentou a peça que faltava à sua extraordinária coleção.
A atleta de 41 anos ultrapassou o snowboarder austríaco Benjamin Karl, de 40, para se tornar a mais velha campeã olímpica individual nos Jogos de Inverno ao vencer o monobob feminino.
O ouro Milão-Cortina se soma às três medalhas de prata e duas de bronze que ela já conquistou em duas provas – monobob e bobsled de duas mulheres – desde que competiu em seus primeiros Jogos em Vancouver, há 26 anos.
Seu tempo combinado de 3:57:93 nas quatro baterias foi bom o suficiente para vencer a alemã Laura Nolte por apenas 0,04 segundos e a compatriota Kelly Armbruster Humphreys por 0,12 segundos.
“Finalmente durma! Demorou muito, não foi?” Meyers-Taylor disse à BBC Sports.
“Isso só serve para mostrar a vocês… só para perseverar, ter meu time e todos me apoiando, significa muito ser campeão olímpico.”
A vitória faz dela a piloto de bobsleigh mais condecorada de todos os tempos, bem como a primeira mãe a ganhar o ouro olímpico de bobsleigh.
A tetracampeã mundial também é a atleta negra mais condecorada nas Olimpíadas de Inverno e esta, sua sexta medalha, empatou a patinadora de velocidade Bonnie Blair em maior número com uma americana.
Mas embora ela continue a escrever seu nome nos livros de história, para Meyers-Taylor também se trata de capacitar atletas femininas e inspirar mulheres.



