Viajei para Zurique, na Suíça, no mês passado para participar na Asia Leaders Series, um fórum concebido para promover intercâmbios claros entre a Europa e a Ásia, oferecendo um ambiente credível para os decisores políticos, economistas e líderes empresariais se envolverem seriamente nos desafios globais.
Abordei o evento com expectativas modestas. A rivalidade estratégica entre Washington e Pequim domina os fóruns há anos. Vários painéis examinaram guerras comerciais, controlos de exportação e tensões militares. Muitas vezes parece que os argumentos se reciclam. Pensei no que mais poderia ser dito. No entanto, o debate revelou-se inesperadamente revelador.
Um ex-diplomata sênior desafiou o clima de ansiedade que frequentemente caracteriza tais debates. Ele argumentou que o mundo de hoje pode parecer caótico, mas a história sugere o contrário. Os períodos de tensão não são aberrações na ordem internacional. Eles estão perto do normal. As alianças ficam sob pressão. As rivalidades estão se intensificando. O sistema se ajusta.
Esta observação levanta uma questão mais ampla: se um adversário comum uma vez alinhou Washington e Pequim, qual poderia ele desempenhar hoje um papel comparável, se é que existe alguma coisa?



