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‘Presente de Natal’ para YPF: justiça dos EUA dá uma pausa no caso de expropriação

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O juiz Perska suspendeu a sua ordem enquanto se aguarda uma investigação sobre se ele pode confiscar os activos da empresa petrolífera. O processo de US$ 16,1 bilhões pode ser resolvido entre 2026 e 2027.

A magistrada norte-americana Loretta Perska suspendeu sua ordem para investigar os ativos da petrolífera YPF. Aproveitável do governo nacional, em Julgamento por violação dos estatutos da empresa no momento da desapropriação.

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Em sua decisão, o Juiz Perska No entanto, observou que as táticas da República (República Argentina) nesta luta foram as táticas de atraso e obstrução..

ciente da decisão Sebastien Marill, especialista em casos e diretor administrativo da Latham Consultants, postou no Canal X: “Presente de Natal para a YPF: Perska concorda com o pedido da petrolífera para suspender a descoberta do Alter Ego (busca de bens a serem apreendidos), enquanto a empresa contesta uma decisão que permite a referida descoberta e impede a YPF de se defender porque pensa que o governo o fará por ela..

Em 30 de junho de 2025, Presca – juiz de primeira instância do Segundo Circuito de Nova York, Estados Unidos – ordenou que a Argentina pagasse US$ 16,1 bilhões mais juros – totalizando mais de US$ 2 bilhões, investidos a uma taxa de 5,42% ao ano – sendo a participação do Estado na YPF, igual a 5%.

A decisão original foi proferida em setembro de 2023, e a decisão do tribunal de apelação poderá ser divulgada a qualquer momento.provavelmente nos primeiros meses de 2026. Seja qual for o resultado, há boas chances de o caso acabar no Supremo Tribunal Federal, o que poderá ser resolvido em um ano.

Entretanto, desde o ano passado, Presca ordenou uma investigação para aceder às comunicações de actuais e antigos funcionários, bem como rastrear os activos de empresas estatais ou empresas estatais com forte participação governamental, sob a premissa de que vários governos utilizam estas empresas para fazer políticas públicas e, portanto, os seus activos podem ser sancionados.

A investigação, denominada “Discovery”, busca comprovar se a YPF, o Banco Central (BCRA), o Banco Nación, a Aerolíneas Argentinas, a Arsat e a Energía Argentina (Enarsa) atuam como implementadores de políticas governamentais – “alter egos”. Nesse caso, serão apreendidos bens como ouro do BCRA, aeronaves da Aerolíneas Argentinas, satélites Arsat ou outros itens a serem especificados.

Especificamente, a nova decisão de Presca suspende a busca pelos ativos da YPF enquanto se aguarda um recurso, mas não outras empresas que o governo possui ou nas quais tem participação.

Por outro lado, de formas distintas, existe uma objecção à decisão de confisco de acções da petrolífera como garantia de pagamento.

Todas as ações de Presca são a pedido dos demandantes na falência da Petersen Energía, da Petersen Energía Inversora (que era propriedade da família Eskenazi) e da Eton Park, que é financiada pelo fundo Burford Capital.

As ações da Burford sofreram uma queda de 20 por cento nos últimos dois meses, depois que a audiência de apelação lançou dúvidas sobre se os tribunais inferiores poderiam anular a decisão.

Em termos contabilísticos, a Burford vale 1,5 mil milhões de dólares com a experiência, depois de a ter comprado em 2015 por 17 milhões de dólares e de alienar a participação a investidores institucionais.

Burford detém 35% das reivindicações de Petersen – cerca de US$ 5.075 milhões de um total de US$ 14.500 milhões – e 82% da Eton – US$ 1.300 milhões de US$ 1.600 milhões.

A ação judicial contra o governo resultou de alegadas violações da lei por parte da YPF no momento da intervenção em abril de 2012 e da expropriação no mês seguinte. A Argentina deveria ter feito uma oferta pública de aquisição (OPA) a todos os acionistas e não apenas à Repsol, que seria uma grande beneficiária se a decisão da Persca fosse mantida, já que é um dos maiores credores das empresas insolventes.

Os outros beneficiários são grandes bancos como o Santander, que emprestou dinheiro para a entrada de Eskenazi com uma participação de 25% na YPF entre 2008 e 2010.

Fonte: jornal Clarin

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