O futebol argentino acordou nesta quarta-feira com notícias que abalaram as estruturas da Rua Viamonte. Javier “Pipo” Marínprimeiro vice-presidente do Club Acassuso Atlético e um dos homens de maior confiança do Cláudio “Chiqui” Tapiamorreu de ataque cardíaco. A notícia foi inicialmente confirmada por Maximiliano Levy, presidente do Almirante Brown, e rapidamente gerou uma onda de mensagens de condolências de clubes de todas as categorias.
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A pessoa por trás do desenvolvimento de Acassuso
Javier Marín dedicou a maior parte da sua vida ao Club Atlético Acassuso, onde construiu uma trajetória institucional ao longo de décadas. Foi presidente da organização San Isidro durante vários anos e sob sua orientação o clube alcançou importantes marcos esportivos, incluindo sua recente estreia na Primera Nacional. No momento de sua morte, ele ocupava o cargo de primeiro vice-presidente, tendo sido o motor da transformação que levou Queemero a novos patamares no futebol promovido.
Uma parte fundamental do plano AFA
Sua influência estendeu-se além dos limites de San Isidro. Marín se consolidou como líder da categoria de peso nacional, ingressando no Comitê Executivo da Associação do Futebol Argentino (AFA) como membro titular. Além disso, preside o Comitê de Desenvolvimento, área estratégica a partir da qual planeja e consolida o desenvolvimento do futebol local.
Considerado um “firme” de Chiqui Tapia, Marín é um dos apoiadores que acompanha o presidente da AFA desde os primeiros dias de sua liderança, e também foi membro da gestão de Julio Humberto Grondona. A sua capacidade de diálogo e lealdade fizeram dele um elo vital entre os clubes em ascensão e a liderança nacional.
Choque e comemoração no futebol local
A AFA divulgou um comunicado oficial expressando sua “dor mais profunda” e identificando-o como um homem “comprometido, leal e profundamente identificado com os valores da organização”. Em sinal de respeito, foi anunciado que seria observado um minuto de silêncio em todas as partidas restantes do sábado.
Sua morte, aos 46 anos, deixa um vazio que será difícil de preencher no pequeno tabuleiro do futebol argentino, onde será lembrado como um homem que trabalhou incansavelmente pelos interesses dos clubes das categorias menores.
PA



