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“Não existem mais pessoas miseráveis…”

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As redes sociais e esta versão cada vez mais agressiva e cruel do mundo permitem que os nomes das pessoas coincidam numa quarta-feira de março. Martin Caparros sim José “Pepe” Chatruc na mesma nota. O escritor, fã de futebol, opinou no X sobre o caso do atacante argentino Gianluca Prestianniacusado de ter dedicado um insulto racial ao brasileiro Vinícius Jr. Liga dos Campeões. E a sua aparência, polémica e fiel ao seu estilo, provocou a reacção de quem foi campeão com o Racing de Mostaza Merlo há um quarto de século.

Em seu tweet, com mais de 200 mil visualizações, Caparrós falou sobre Prestianni e Franco Mastantuonoexpulso na última partida do Real Madrid. Mas o destinatário final foi na verdade o presidente Javier Mileydias depois de o líder libertário abrir as sessões do Congresso, noite em que os insultos mais se destacaram em seu discurso.

“Há poucos dias sancionaram o jogador argentino Prestianni por insultar um adversário. Ontem expulsaram o jovem argentino Mastantuono por insultar o árbitro. Jovens argentinos, parece que imitar o seu presidente não seria uma boa ideia”, escreveu Caparrós.

O paralelo não pareceu agradar a Chatruc, que decidiu confrontá-la com um comentário duro dirigido a Caparrós. “Quando seu ego intelectual faz você pensar que você é brilhante, dando opiniões estúpidas sobre coisas que você entende muito pouco”, disse Pepe, lembrado na academia, mas atuando no Platense e ultrapassando o San Lorenzo entre outras equipes.

Aos 49 anos (aposentou-se em 2012), Chatruc ainda está ligado ao futebol mas pela mídia, participando de ciclos de TV e rádio e nas redes sociais, ele se movimenta como nos tempos de meio-campista: um daqueles lutadores que transpiram na camisa e não abrem mão de nenhuma bola para os perdedores.

Mas a história continuou porque Caparrós pegou as palavras de Chatruc e respondeu com ironiao que lhe lembra a marca que lhe confere a sua extensa carreira ligada ao mundo do basebol.

“Não há pessoas mais infelizes do que aquelas que não têm sentido de humor”, começou o autor de dezenas de livros, incluindo um chamado boca pequenadedicado à história do Boca, seu clube de amor. Nessa frase, Caparrós acrescentou uma ironia final: “Claro que não entendo nada de futebol. Foram apenas 60 anos assistindo e 50 escrevendo sobre isso: Goles, Olé, El País, New York Times… Mas não vou desistir; vou aprender.” Na função de jornalista, o autor teve que cobrir jogos, torneios e Copas do Mundo em todo o planeta.

Chatruc não aceitou o desafio (por enquanto), mas um usuário do X destacou a “paciência de Caparrós em lidar com essas pessoas”, em relação ao ex-Racing. E o escritor, radicado em Madrid, onde há cinco anos luta contra o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA), terminou admitindo: “coitado de mim, algumas manhãs me divertem”.

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