Apesar da explosão de bombas, da morte de pessoas e do sofrimento humano, não seria uma boa ideia não explicar o que está a acontecer no Médio Oriente, segundo um professor de psicologia.
• Leia também: Ao vivo | Sexto dia da Guerra do Oriente Médio: Irã anuncia ataque de drone a base americana no Iraque
• Leia também: “Estamos no meio de uma escalada”: a guerra ultrapassou as fronteiras do Médio Oriente
• Leia também: (Vídeo) Conflito no Oriente Médio: residentes de Quebec pagam até US$ 2.000 por um táxi para escapar da guerra
O conflito, que entra no seu sexto dia, continua a alastrar-se a outras regiões do Médio Oriente e mergulha todo o planeta na ansiedade.
“O importante é controlar a narrativa. Crianças, a informação delas vem muito dos amigos da escola ou da creche. Então, como pais, o mais importante é apoiá-los, responder às suas perguntas e fornecer-lhes informações importantes e corrigir coisas se necessário”, disse quinta-feira em entrevista ao programa. Manhã de Quebec Jean-François Perrault é professor de psicologia na Universidade de Ottawa.
Com um tema tão delicado, deveríamos assumir a liderança como pais ou permitir que a criança venha até nós com suas perguntas?
“Podemos tomar a iniciativa de ir questionar a criança. Por outro lado, são as perguntas dela que são importantes. Portanto, não devemos considerar que o que nos assusta é o mesmo para a criança”, explica.
O especialista salienta que é importante, como pai, esclarecer as coisas e deixar claro, por exemplo, que a guerra envolve soldados, não civis.
“Este é um ponto muito importante. O adolescente compreenderá que pode haver civis, mas com uma criança mais nova, limitar-nos-emos a dizer que se trata de um conflito armado entre soldados. Também temos que ver a que informações o jovem obviamente tem acesso”, afirma Jean-François Perrault.
Mesmo que o adolescente consiga compreender o conflito melhor do que a criança, ainda assim é preciso apoiá-lo e não diminuir sua compreensão dos acontecimentos.
E acrescenta: “Para os adolescentes, a armadilha são obviamente as redes sociais. Eles podem ter acesso a mais fontes que tenham interesses em orientá-los de uma forma ou de outra.
A professora de psicologia lembra a importância de monitorar o comportamento do nosso filho para ver se ele se sente ansioso com a situação. Por exemplo, distúrbios do sono, estresse ou até mesmo alterações de humor.
Para assistir a entrevista completa, assista ao vídeo acima.



