A Guarda Revolucionária Iraniana anunciou na sexta-feira que tinha como alvo uma base aérea dos EUA nos Emirados, que disse ter sido usada para lançar um ataque a uma escola no Irão no primeiro dia da guerra.
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Segundo as autoridades iranianas, uma explosão ocorreu no sábado numa escola primária feminina em Minab, no sul do país, deixando mais de 150 mortos, incluindo muitas crianças.
A AFP não conseguiu aceder ao local para verificar de forma independente os alegados factos e vítimas, mas conseguiu provar que o edifício ficava próximo de dois locais controlados pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, a poderosa guarda ideológica do regime.
A Guarda Revolucionária disse num comunicado transmitido pela televisão estatal iraniana: “A Base Aérea de Al Dhafra, pertencente a terroristas americanos na região, foi alvo de drones e mísseis de precisão”.
Nem os Estados Unidos nem Israel confirmaram que o ataque ocorreu no Irão e Washington disse que o Pentágono estava a investigar o assunto. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, confirmou na segunda-feira que os Estados Unidos nunca atacariam “deliberadamente” uma escola.
O New York Times indicou numa investigação publicada na quinta-feira que a tragédia pode ter sido o resultado de um bombardeamento americano que teve como alvo uma base naval próxima da Guarda Revolucionária.
Baseando-se em imagens de satélite, publicações nas redes sociais e vídeos verificados, o jornal informou que a escola foi gravemente danificada numa operação que ocorreu ao mesmo tempo que os ataques à base próxima.



