Este último é quase certamente o caso, como sugeriu o antigo CEO da Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, quando disse numa entrevista recente ao Financial Times que as pessoas se tinham tornado “mais complacentes” em relação aos riscos financeiros desde a crise de 2008.
É verdade que os mercados accionistas em todo o mundo têm demonstrado até agora resiliência através tanto das guerras comerciais como das guerras dinâmicas do Presidente dos EUA, Donald Trump. Mas as observações de Blankfein mostram àqueles com experiência e discernimento suficientes que basta procurar no lugar certo.
As crises financeiras raramente, ou nunca, ocorrem no mesmo segmento de mercado que o último choque.
As declarações triunfalistas da administração Trump de um ataque ao Irão poderão ser atenuadas não só pelas reacções aos preços da energia e à logística dos transportes, mas também por uma crise nos mercados financeiros, à medida que a incerteza sobre as vulnerabilidades do crédito, o aumento da inflação e a cristalização dos riscos sistémicos.
Blankfein disse à Bloomberg Grande tecnologia podcast que estão preocupados com os problemas que surgem no setor de crédito privado. Ele sugeriu que esta parte do mercado poderia ser o ponto crítico para uma grande crise nos mercados.



