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Detalhes do treino de Demian Maia que ajudou Charles Oliveira a sagrar-se campeão no UFC 326

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Charles Oliveira tem controle total sobre Max Holloway | Getty/UFC



Depois de vencer os cinco rounds contra Max Holloway para conquistar o cinturão da BMF na luta principal do UFC 326, no sábado, em Las Vegas, Charles Oliveira repetiu os movimentos da última vitória no UFC Rio direto do octógono para falar com a equipe de transmissão do UFC Brasil.

Desta vez, porém, Demian Maia, figura-chave na sua campanha para Holloway e Mateusz Gamrot, não fez parte da equipa de transmissão, mas Oliveira expressou-lhe a sua gratidão.

“Damian, você me disse: ‘Calma, não tenha pressa.’ Desculpe por não ter sido aceito. Mas acho que fiz 100% o que praticamos: controlar, ficar com ele e não dar chance para ele trabalhar”, explicou o brasileiro, que esteve ao lado dos comentaristas Vitor Miranda, Antonio Rodrigo Noguera e do locutor André Azevedo.

Durante um seminário pela Europa, Maia conversou com Sherdog.com sobre as estratégias discutidas.

“O Charles merece parabéns. Estou muito feliz”, disse Maia. “Lutar contra uma lenda como Holloway, dominar todos os cinco rounds e sair com dois pequenos arranhões no rosto é uma conquista impressionante. Em primeiro lugar, crédito a Ali, seu treinador de luta livre iraniano. Um grande lutador e treinador e Diego Lima, o treinador principal.”

Maia então explicou o significado da declaração de Oliveira em relação à radiodifusão brasileira.

“O que fiz para ajudar foi analisar as lutas de Holloway”, disse Maia. Achei que ele era muito bom defendendo quedas nas pernas, então o jogo deu certo porque o Charles é bom no ataque ao corpo (judô e quedas greco-romanas), então praticamos muito isso.”

Tendo lutado duas vezes pelo cinturão do UFC (em 2010 contra Anderson Silva pelo título dos médios no UFC 112 e em 2017 contra Tyron Woodley pelo título dos meio-médios), Maia sabia que uma estratégia em pé seria de fundamental importância para o “Do Bronx” surpreender o povo havaiano.

“Porque Holloway tem muito volume. A ideia é trocar socos. Entrar nesse volume sem se expor muito. e abraçar no momento certo no corpo pois embora não tivesse cortado, também deixaria Holloway nervoso com a prisão e exausto”, disse Maia.

Maia acrescentou que ficou impressionado com a força de Oliveira após o treino.

“Um dia meu sparring faltou (ao treino) e eu intervim para ajudar”, disse Maia. “Mesmo que ele estivesse cansado e eu tenha trocado por outro cara, também pude ver o quão forte ele era e como ele era bom em dar as mãos. Tanto que eu estava totalmente confiante de que se ele chegasse lá, derrubaria Holloway, foi o que aconteceu em todos os cinco rounds.”

A prática leva à perfeição.

Maia disse que a repetição foi fundamental para Charles manter Holloway no chão por mais de 20 minutos, algo que nenhum outro adversário conseguiu fazer.

“Trabalhamos muito duro em falsificações na pista para deixar Holloway inseguro… uma das coisas que faço muito com ele é… Se ele acabar por baixo ou por cima? Não permitir que Holloway saia do chão para se levantar – para ficar e seguir”, diz Maia. “É algo que Marcelo Garcia me disse há muitos anos. Você não precisa derrubar um lutador. Se você pegá-lo e segui-lo, você estará atrás dele. É o que acontece quando ele está por baixo. Tive pessoas que tentaram subir e fugir. Provoque uma briga. Não os deixe desmoronar depois de se abraçarem. Repetimos cuidadosamente o ciclo. Ele já é bom nisso. Mas praticar repetidamente o torna mais afiado. “

Maia também falou sobre o reconhecimento do trabalho de Diego. As qualificações de Lima e Holloway na área também.

“Na caminhada, Diego fez um trabalho incrível ajustando-o para trabalhar muito com chutes baixos e frontais para diminuir a distância e não permitir a Holloway uma distância confortável. O trabalho de Diego desta vez serviu de base para Charles diminuir a distância com facilidade. Outra coisa que me impressionou foi o quão bem treinado Holloway estava no solo”, disse Maia. “Foi muito difícil escapar do estrangulamento sem sela de Charles. Ele até fez todo mundo adormecer sobre o queixo. E Holloway escapou várias vezes.”

Na luta contra Gamrot no UFC Rio, Oliveira motivou Demian ao elogiar sua importância no camp durante uma transmissão assim que ele saiu do octógono. Desta vez, Oliveira e seu treinador agradeceram assim que ele chegou ao vestiário.

“A generosidade do Charles foi comovente. Ele não precisava fazer isso no UFC Brasil, agora morando no Rio. Outra vez depois da luta ele me ligou, contra o Diego”, disse Maia. “Foi muito legal. Falei para o Diego se ele precisar de mim é só me falar que estarei lá.”

Considerado um dos maiores expoentes do Jiu Jitsu na história do MMA, Demian Maia se aposentou do octógono em 2021 com 39 lutas de MMA (28 vitórias, sendo 14 por finalização). Maia atualmente possui sua própria academia de Jiu-Jitsu em São Paulo. Ele também trabalha como comentarista do UFC.



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