De tiroteios em escolas a atentados a bomba em sinagogas, os principais chatbots de IA ajudaram pesquisadores a planejar ataques violentos, de acordo com um estudo publicado na quarta-feira, destacando o potencial da tecnologia para causar danos no mundo real.
Pesquisadores da organização sem fins lucrativos Center for Countering Digital Hate (CCDH) e da CNN pediram a meninos de 13 anos nos Estados Unidos e na Irlanda que testassem 10 chatbots, incluindo ChatGPT, Google Gemini, Perplexity, DeepSeek e Meta AI.
A investigação mostra que oito destes chatbots contribuíram para mais de metade das respostas dos atacantes, fornecendo conselhos sobre “locais a atingir” e “armas a utilizar” num ataque.
Ele acrescentou que os chatbots se tornaram “um poderoso acelerador de danos”.
“Em poucos minutos, um usuário pode passar de um movimento violento vago para um plano mais detalhado e prático”, disse o presidente-executivo da CCDH, Imran Ahmed.
“A grande maioria dos chatbots forneceu orientação sobre armas, táticas e seleção de alvos. Esses pedidos deveriam ter levado a uma negação imediata e total”.



