As autoridades de Hong Kong defenderam alterações legais que tornem ilegal a retenção de palavras-passe de smartphones à polícia em investigações de segurança nacional, depois de os Estados Unidos terem enviado um novo alerta aos seus cidadãos que viajam para a cidade.
A sua forte resposta veio depois de o consulado dos EUA em Hong Kong ter emitido um novo alerta de segurança lembrando aos americanos que agora é crime alguém recusar fornecer à polícia local uma palavra-passe ou assistência de desencriptação para aceder a todos os dispositivos eletrónicos pessoais, incluindo telemóveis e computadores portáteis.
“Esta mudança legal se aplica a todos, incluindo cidadãos dos EUA, em Hong Kong, chegando ou simplesmente transitando pelo Aeroporto Internacional de Hong Kong”, dizia o alerta. “Além disso, o governo de Hong Kong tem maior autoridade para apreender e reter como prova qualquer dispositivo pessoal que alegue estar ligado a crimes de segurança nacional”.
De acordo com as regras revistas, qualquer pessoa que se recuse a cumpri-las enfrenta uma pena máxima de um ano de prisão e uma multa de HK$ 100.000 (US$ 12.800).
Fornecer informações falsas ou enganosas é punível com até três anos de prisão e multa de HK$ 500.000.
Um porta-voz do governo de Hong Kong enfatizou que, em circunstâncias normais, a polícia deve ter motivos razoáveis para suspeitar que um dispositivo eletrónico pode conter provas de uma violação da segurança nacional e deve obter permissão de um magistrado antes de poder revistar um dispositivo ou exigir que uma pessoa o abra.



