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Exploramos os gatilhos do ataque cibernético no Uffizi e questões políticas

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O relatado ataque cibernético à Gallerie degli Uffizi, em Florença, gerou preocupação, escrutínio político e uma resposta contundente da administração do museu após o surgimento de vários relatos da violação.

Os casos chegaram ao conhecimento do público através de um relatório publicado pelo Corriere della Sera, que descreveu uma intrusão de longa data na rede de museus e uma série de medidas de segurança que afectaram partes do Palazzo Pitti. A administração da Galeria Uffizi negou os elementos desse relato, afirmando que nenhuma informação foi roubada e que não havia suspeita de medidas de segurança.

Ele disse que foi o primeiro a entregar

De acordo com uma reportagem de jornal, hackers acessaram os sistemas de TI do Uffizi por meio de uma vulnerabilidade ligada ao software usado para baixar imagens de alta resolução no site do museu. A intrusão começou meses antes, permitindo que os invasores se movimentassem gradualmente pelos sistemas internos.

A suposta violação é descrita em detalhes. Os relatórios revelaram que os atacantes acederam a escritórios técnicos e possuíam material sensível, incluindo mapas internos, sistemas de alarme, vias de acesso e guardas perimetrais em todo o complexo do museu, que também inclui os Jardins de Boboli.

O mesmo relato sugeria que um pedido de resgate foi enviado diretamente à diretora do museu, Simone Verde, com ameaças de venda dos dados na dark web caso o pagamento não fosse efetuado.

Por precaução, relatava o artigo, parte do Palazzo Pitti foi fechada por tempo indeterminado, objetos de valor foram transferidos do Tesouro dos Médici para um cofre no Banca d’Italia e algumas portas e saídas internas foram fisicamente seladas.

Sobre a investigação e ação legal

Os procuradores florentinos já abriram uma investigação no início de Fevereiro sobre alegado acesso estrangeiro a sistemas informáticos e tentativa de extorsão. O caso está sendo tratado pela polícia postal em coordenação com a agência nacional de segurança cibernética da Itália.

A cronologia reportada indica que a perturbação mais visível ocorreu entre o final de Janeiro e o início de Fevereiro, quando os serviços administrativos foram temporariamente suspensos.

Reação política e apelos à clareza

O caso rapidamente atingiu um nível político nacional. Deputados do Partido Democrático (PD) fizeram uma pergunta parlamentar ao ministro da Cultura, Alessandro Giuli, para esclarecer o que aconteceu e delinear o investimento do Estado nos assuntos culturais.

As autoridades locais também estiveram envolvidas. A prefeita de Florença, Sara Funaro, disse que o episódio destaca a necessidade de medidas de segurança digital mais fortes nas instituições culturais e expressou apoio à liderança do museu.

O comércio universitário levantou preocupações adicionais sobre a segurança do pessoal. Os delegados alertaram que as medidas de segurança física, como o fecho dos portões, não devem impedir as rotas de evacuação de emergência dentro dos edifícios históricos.

Críticas ao Uffizi

Num comunicado oficial emitido após a cobertura mediática, a administração da Galeria Uffizi rejeitou as alegações mais graves.

O museu disse que não houve roubo de dados, nenhuma informação e nenhuma evidência de que hackers obtiveram registros de segurança ou senhas. Afirmou ainda que os sistemas de segurança funcionam em redes internas fechadas, inacessíveis do exterior.

De acordo com a mesma opinião, o arquivo fotográfico permanece intacto devido a um backup completo, e a interrupção temporária no início do ano deveu-se à restauração de sistemas e não a um ataque destrutivo.

O museu também relatou explicações alternativas para algumas medidas de emergência. A transferência do fundo Medici foi contestada, disse ele, já planeada no âmbito das obras de renovação lançadas há meses. As mudanças estruturais, incluindo alguns fechamentos de paredes, foram acompanhadas por requisitos de segurança contra incêndio e acomodações maiores em edifícios históricos.

No sistema de vigilância, a Uffizi observou que as câmeras já foram atualizadas de analógicas para digitais como parte de um processo contínuo iniciado em 2024.

Um caso ainda está evoluindo

Diferentes versões deixam diferentes pontos sem solução, especialmente no que diz respeito à extensão da intrusão e se quaisquer dados sensíveis podem ser acedidos durante a violação.

À medida que as investigações prosseguem, o incidente sublinhou a crescente importância da cibersegurança para as principais instituições culturais, especialmente aquelas com locais históricos complexos abertos a milhões de visitantes todos os anos.

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