Uma coisa inegável é o histórico gerencial de Simeone no Atlético.
Ele comandou o Atlético de Madrid em 786 ocasiões, com um recorde de 465 vitórias, 170 empates e 151 derrotas em 14 temporadas e meia. Isso o torna um dos dirigentes mais antigos do futebol mundial.
O Atlético ofereceu a Simeone seu primeiro cargo importante de gestão no futebol europeu quando ele foi nomeado em dezembro de 2011. Sua função anterior no continente era resgatar o time italiano Catania da Série A, após sucesso com River Plate e Estudiantes na Argentina.
Nesse tempo, o clube mudou. Quando Simeone chegou, o Atlético tinha acabado de ser eliminado da Copa del Rey pelo Albacete, da terceira divisão, e estava em 10º lugar na La Liga, 21 pontos atrás do líder.
Ainda assim, sob o comando do técnico argentino, o Atlético conquistou a Liga Europa na primeira temporada de Simeone no comando, antes de somar a SuperTaça Europeia e a Copa del Rey em 2012–13.
Desde 2013-14, conquistando seu primeiro título sob o comando de Simeone, o Atlético se classificou para a Liga dos Campeões em todas as temporadas, perdendo duas vezes em finais agonizantes para o rival Real em um período de três anos entre 2014 e 2016.
Competir no maior palco da Europa já não era uma conquista, era considerado o padrão.
Como explica o torcedor do Atlético, Guillermo Myela, Simeone mudou a mentalidade dos torcedores.
“Passamos de ‘El Popas – azarados’ a um clube que pode competir contra o Barcelona e o Real Madrid sem medo”, diz Myla.
“A ligação que ele tem com o clube e os adeptos é algo que raramente se vê no futebol moderno. Ele vive no Atlético Madrid.”
É o técnico mais condecorado de todos os tempos do clube e é descrito pelo torcedor Javier Del Amo como “um dos maiores ícones da nossa história”.
“Uma de suas maiores conquistas é fazer com que os torcedores se identifiquem novamente com o time”, diz Del Amo.
O torcedor de longa data Dani Ruiz concorda: “Ele é o epítome do Atlético e do que o futebol moderno se tornou.”



