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Ondas gravitacionais podem se esconder na luz emitida pelos átomos

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As ondas gravitacionais são pequenas ondulações no espaço-tempo criadas por poderosos eventos cósmicos, como a colisão de buracos negros. Até agora, os cientistas detectaram-nos medindo mudanças extremamente pequenas na distância com enormes instrumentos que se estendem por quilómetros. Um novo estudo teórico aceito para publicação em Fichas de exame físicooferece uma estratégia completamente diferente. Pesquisadores da Universidade de Estocolmo, Nordita e da Universidade de Tübingen propõem observar como essas ondas alteram sutilmente a luz emitida pelos átomos. Embora a ideia seja promissora, ainda não foi testada experimentalmente.

Os átomos que absorvem energia não permanecem excitados por muito tempo. Eles retornam rapidamente a um estado de energia mais baixo, emitindo luz em uma frequência específica, um processo conhecido como emissão espontânea. Esse comportamento vem da interação de um átomo com um campo eletromagnético quântico.

“As ondas gravitacionais modulam o campo quântico, o que por sua vez afeta a emissão espontânea”, disse Jerzy Pachos, estudante de doutorado na Universidade de Estocolmo. “Esta modulação pode mudar as frequências dos fótons emitidos em comparação com o caso sem ondas.”

Sinais ocultos na luz direcional

Segundo os pesquisadores, as ondas gravitacionais não alterarão a frequência da luz emitida pelos átomos. Em vez disso, eles mudarão sutilmente a frequência dos fótons emitidos, dependendo da direção em que se movem. Como a taxa global de emissão permanece a mesma, este efeito tem passado despercebido até agora.

O resultado será um padrão claro de direcionalidade no espectro da luz. Este padrão pode transportar informações sobre a direção e polarização da onda gravitacional, oferecendo uma maneira de separar sinais reais do ruído de fundo.

Átomos frios e detectores do futuro

A detecção de ondas gravitacionais de baixa frequência é um objetivo importante das futuras missões espaciais. A equipa observa que os sistemas baseados em relógios atómicos, que dependem de transições ópticas muito precisas, podem ser particularmente úteis. Esses sistemas permitem longos tempos de interação, tornando as configurações de átomos frios um forte candidato para testar a ideia.

Uma alternativa compacta para ferramentas gigantes

Os pesquisadores comparam os átomos a um tom musical constante que geralmente soa igual em todas as direções. Uma onda gravitacional que passa pode mudar ligeiramente a forma como esse tom é ouvido, dependendo da direção.

“Nossas descobertas podem abrir caminho para a detecção compacta de ondas gravitacionais, onde o conjunto atômico relevante está em uma escala milimétrica”, disse Navdeep Arya, pesquisador de pós-doutorado na Universidade de Estocolmo. “É necessária uma análise completa do ruído para avaliar a praticidade, mas as nossas primeiras estimativas são promissoras”.

Se confirmada, a abordagem poderá eventualmente levar a detectores muito menores e mais acessíveis, oferecendo uma nova forma de observar alguns dos eventos mais dramáticos do Universo.

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