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Arrancar cabelos deveria ser um comportamento violento? Merece uma suspensão de três jogos?

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Pense em agosto de 2022. O zagueiro do Tottenham, Cristian Romero, puxa Marc Cucorella, do Chelsea, pelos cabelos.

O VAR, Mike Dean, optou por não intervir devido ao cartão vermelho claro.

Ele desenhou uma linha na areia. A partir daí, foi adotada uma abordagem de tolerância zero.

O cabelo está puxado? Então é um cartão vermelho por comportamento violento.

Uma aplicação estrita significa que temos de aceitar que há casos como o de Caim e Martinez, em que a sentença parece demasiado dura.

É como o handebol na Liga dos Campeões. As pessoas não gostam de algumas punições, mas sabem o que estão recebendo.

Se você quer consistência, não consegue nem ter bom senso.

Após o cartão vermelho de Kane, o chefe dos árbitros, Howard Webb, deixou bem claro que puxar a bola era “uma coisa bastante ofensiva”.

“Foi o resultado apropriado”, disse Webb. “Foi incomum, mas se voltarmos a ver isso na próxima semana, será o mesmo resultado.”

Demorou alguns meses para nos vermos em situações semelhantes com Martinez, e Webb provou estar certo.

Na Premier League, Jack Stephens, do Southampton, recebeu o único cartão vermelho do VAR em Cucurella.

Vários outros exemplos vieram da Copa do Mundo de Clubes, da Superliga Feminina e da Euro Feminina.

Puxar cabelo é uma daquelas artes obscuras que geralmente só é vista através de evidências em vídeo.

Isso é feito com a bola, mas é mais perceptível com uma cotovelada sutil no peito ou um beliscão na barriga.

Mesmo na EFL, que não tem VAR, Leif Davies, do Ipswich, foi recentemente banido depois de ser flagrado puxando o cabelo de Caleb Okoli, do Leicester.

No entanto, as evidências nem sempre são claras.

Kenny Tate, do Fulham, poderia ter sido expulso por puxar o cabelo de Anthony Semino, do Manchester City, em fevereiro. Pode muito bem ter acontecido, mas o VAR não considerou que as provas fossem suficientes para revisão.

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