O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a China apoia os seus esforços para manter o Estreito de Ormuz permanentemente aberto, sublinhando que esta medida beneficia Pequim e a economia global. Ele acrescentou que o presidente chinês, Xi Jinping, concordou em não fornecer armas ao Irã após contato direto entre os dois líderes.
Trump destaca diplomacia pessoal com a China
Numa publicação no Truth Social, Trump adotou um tom otimista e pessoal ao descrever as suas relações com Xi Jinping. “O presidente Xi Jinping vai me abraçar quando eu chegar lá dentro de algumas semanas”, disse ele, indicando um forte relacionamento e cooperação entre Washington e Pequim.
“A China está muito feliz por eu abrir permanentemente o Estreito de Ormuz. Estou fazendo isso por eles também – e pelo mundo. Esta situação nunca mais acontecerá. Eles concordaram em não enviar armas ao Irã…” – Presidente Donald J. Trump pic.twitter.com/g2LbmMJS5a
-A Casa Branca (@WhiteHouse) 15 de abril de 2026
Ele acrescentou que os dois lados estão “trabalhando juntos de forma inteligente” e enfatizou que a cooperação é melhor do que o conflito, mesmo que subsistam altas tensões na Ásia Ocidental.
O Estreito de Ormuz é um centro de propulsão estratégico
Trump afirmou que garantir o funcionamento ininterrupto do Estreito de Ormuz é um objetivo fundamental da sua abordagem, chamando-a de um passo dado pelo bem da China “e do mundo”. A via navegável continua a ser uma das mais importantes rotas globais de trânsito de petróleo e tem estado no centro das tensões crescentes na sequência dos recentes desenvolvimentos militares relacionados com o Irão.
Ele afirmou que a China está “muito feliz” com a decisão, observando que Pequim vê valor na estabilidade nas rotas de fornecimento de energia da região.
Exigindo que a China interrompa o fornecimento de armas ao Irã
Trump também confirmou que a China concordou em não enviar armas ao Irão, posicionando este desenvolvimento como um sucesso diplomático. Ele associou este entendimento ao seu envolvimento direto com Xi Jinping, incluindo uma troca de cartas que abordava preocupações sobre o alegado apoio militar a Teerão.
Segundo Trump, a China garantiu aos Estados Unidos que não está envolvida no fornecimento de armas ao Irão.
Aviso forte aliado à cooperação
Apesar de destacar a cooperação, Trump também emitiu um alerta severo sobre o poder militar dos EUA. Afirmou que embora a diplomacia continue a ser o caminho preferido, os Estados Unidos são plenamente capazes de responder de forma decisiva, se necessário.
Estas mensagens duplas reflectem uma estratégia mais ampla que combina o alcance diplomático com uma forte postura de segurança.
Campanha de pressão e tensões regionais
Estas declarações surgem num contexto de pressão crescente de Washington sobre os países acusados de apoiar as capacidades militares iranianas. Trump reiterou que os países que ajudarem Teerão poderão enfrentar consequências económicas terríveis, incluindo tarifas mais elevadas.
Ele também defendeu as recentes operações militares dos EUA contra instalações nucleares iranianas, argumentando que eram necessárias para evitar uma ameaça maior. Trump afirmou que o Irão estava perto de desenvolver armas nucleares e que a intervenção era necessária.
O bloqueio e a resposta global
Trump expressou confiança de que o bloqueio liderado pelos EUA aos portos iranianos encontrou resistência limitada por parte dos principais intervenientes globais, incluindo a China e a Arábia Saudita. Salientou que esta medida ajudou a estabilizar a região e a reduzir os riscos de uma nova escalada.



