É mais do que um exercício de gestão. Isto marca uma mudança fundamental na filosofia económica de Hong Kong.
Durante décadas, a cidade vangloriou-se de impostos baixos, regulamentação leve e crescimento liderado pelo mercado. Está agora a avançar para um modelo que está cautelosamente mas seguramente alinhado com a estratégia de desenvolvimento liderada pelo Estado da China continental.
O pensamento económico convencional há muito que defende que os mercados são excelentes na atribuição de recursos e na promoção da inovação. No entanto, a ascensão da China continental desafiou esta ortodoxia. Através do planeamento a longo prazo, da coordenação política e do investimento direcionado, tornou-se a segunda maior economia do mundo e uma formidável potência tecnológica.
Este modelo não se trata apenas de controle centralizado. Combina direção estratégica de alto nível com ampla consulta e execução integrada. O resultado é a capacidade de mobilizar recursos em grande escala para as prioridades nacionais.


