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Ex-técnico acredita que ‘Potun’ será o bode dos esportes de combate ao conquistar seu 3º cinturão do UFC.

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Belocqua Vera ajudou a moldar Alex. Pereira será o lutador que é hoje | Belocqua Vera



Se conseguir vencer Ciryl Gane no dia 14 de junho, no UFC Casa Branca, Alex Pereira será o único lutador da história a deter três cinturões em divisões diferentes na maior promoção de MMA do mundo.

Antes de vir para o UFC, Poatan foi bicampeão. (Peso Médio e Meio Pesado) no Glory Kickboxing A maioria dos fãs hoje associa Pereira aos seus atuais treinadores Glover Teixeira e Plinio Cruz, eleitos Treinador do Ano no Oscar do MMA em 2024. Apesar de sempre apontar a importância de ambos em sua carreira, “Poatan” nunca deixa de reconhecer a importância de seu primeiro treinador, Belocqua Wera.

Afinal, esse famoso profissional é o ex-técnico da seleção brasileira de kickboxing. que havia treinado o famoso campeão sul-americano de kickboxing Paolo Sorello, que o procurou. reconhecer seu talento e batizou Pereira com o nome com que o mundo hoje o reconhece: “Potun”. Em entrevista exclusiva ao Sherdog.com, Vera relembrou o dia em que recebeu o menino. que tinha 21 anos naquela época

“Quando Alex chegou na minha academia. Coloquei ele para treinar com o ex-campeão brasileiro de kickboxing Eduardo Sobrera. Foi mais um teste para ver a atitude dele. Não testá-lo tecnicamente. Claro, ele estava em desvantagem. Mas gostei da atitude dele”, lembra Vera. “Perguntei até onde ele queria chegar. Ser campeão estadual, campeão brasileiro, e ele disse que quer chegar ao topo.”

Como ‘Poatan’ recebeu esse nome?

Desde que começou a treinar com Wera, apesar de trabalhar muito em uma borracharia, Pereira nunca faltou a um treino e começou a melhorar rapidamente. A certa altura, ele conquistou a confiança de seu treinador.

“Ele seguiu tudo que eu ensinei e aprendeu rápido. Lembro que no segundo treino com Eduardo Sobrero ele ficou em desvantagem. Mas na terceira vez eu falei: ‘Você pode nocauteá-lo hoje. Mas você não vai fazer isso. Você vai respeitá-lo, dominá-lo e mostrar que aprendeu, é isso.’ E foi exatamente isso que ele fez. E isso me impressionou. Ele pode querer retaliar. Mas ele insistiu em respeitar a mim e aos veteranos que o socaram. E essa é a atitude de um campeão. Lá eu vi que ele estava na minha filosofia. E percebi que havia algo de nobre nele que vinha de nossos ancestrais guerreiros. É a base do meu trabalho”, lembra Wera.

Pereira também se interessou por sua herança.

“Ele ficou desconfiado e perguntou à mãe se havia algum indígena na família. E a mãe dele insiste que os avós eram indígenas. Quando ele me contou Começamos a trabalhar nesse assunto. Finalmente, infelizmente, temos grandes campeões em muitos esportes de caráter e origem indígena. E ninguém nunca celebra suas origens. Talvez por influência dos filmes, você vê ‘Vikings’ (e) ‘Samurai’, mas temos grandes guerreiros de origem. Sempre senti que era isso que nos faltava”, completa. Wera, que começou a usar rituais de guerra tradicionais Tupinambá para incutir o espírito guerreiro no treinamento de Alex.

Desde descobrir as suas origens e ter em conta o poder da sua cruz. Veera foi quem sugeriu os nomes de Po (Mão), Athan (Forte).

“Consegui que ele assinasse com seu primeiro patrocinador. E o homem pediu um apelido. E eu disse ‘potan’, que não significa ‘mão de pedra’. Se significasse ‘mão de pedra’ então seria Po (mão) Ita (pedra)”, disse Veera, revelando que foi ele quem apresentou a música do Sepultura, ITSARI, que Alex ainda usa em suas lutas até hoje.

“Os índios Xavante participaram dessa música”, diz ele. “Aqueles gritos e o som do bater dos pés significavam, antes de tudo, o som da terra, a maneira de se manter e o caminho a seguir. Mais tarde, o som da água Quando você alivia seu sofrimento Depois veio o som do fogo e do vento.”

Wera diz que a recuperação dessa ancestralidade foi essencial para a transformação de Pereira.

“Dada a sua condição de alcoólatra e sem oportunidades, não adianta eu ensinar-lhe socos e socos diretos, resgatando suas raízes ancestrais. Para que eu possa torná-lo mentalmente forte, com espírito guerreiro e com um corpo saudável e forte”, disse Veera.

Em seis anos com o Wera Poatan sagrou-se campeão paulista. O Campeão Brasileiro de Kickboxing e Campeão do WGP começou a ser abordado para lutar contra o Glória. “Eles queriam que ele passasse algum tempo praticando kickboxing holandês. Mas eu não cederia”, disse ele. “Achei que iriam levá-lo para lá e tirar a brasilidade do kickboxing. Mas levei ele para a fazenda do meu irmão e passamos um mês treinando lá.”

Conforme especificado pelo treinador, sua parceria com o “Potun” terminou após a primeira vitória no Glória por oferta de um patrocinador.

“A situação que ele tinha na minha academia era muito difícil. Segundo ele, outra academia lhe oferecia melhores condições. Depois de tudo que o vi passar e sei o potencial que ele tem. Preciso entender a decisão dele”, reconheceu Veera, revelando que a separação nunca apagou o respeito que tinham um pelo outro. “Quando ele venceu Adesanya no UFC, ele veio para a nossa academia.”

Gane, Jones e Chimaev

Vera acredita plenamente que seu pupilo conquistará o terceiro cinturão no UFC, na Casa Branca. E esperar também que venha o campeão daquela rodada.

“Acho que ele deveria usar ‘Guato’ para manter distância. Mas não deixou o Gane tentar estrangulá-lo e no ângulo certo usou ‘Jawa’. Acredito que se o Alex tivesse uma estratégia ele venceria com um nocaute no terceiro ou quarto round. Essa luta não vai para o quinto round”, disse.

Quando questionado se Pereira deve ser considerado o CABRA dos esportes de combate, caso conquiste o terceiro cinturão, o Grande Mestre não hesitará.

“Todos os campeões de kickboxing que vão para o MMA estão invictos. Alex é a única pessoa que ganhou cinturões em duas das maiores promoções de kickboxing do mundo e depois fez o mesmo na maior promoção de MMA. Se ele conquistar o terceiro cinturão no UFC, algo que nunca foi feito antes, acho que ele será considerado o CABRA dos esportes de combate”, disse Vera.

Vera até apostaria em seu aluno se ele fosse contratado por Jon Jones.

“Acho que se este mês de junho enfrentar Jon Jones, Alex poderá ter mais problemas. Mas no final ele também terá que ser eliminado”, disse Vera.

O único lutador em quem Wera não demonstra muita confiança é Khamzat Chimaev, campeão dos médios do UFC já mostrou diversas vezes que deseja lutar contra “Potun” pelo título dos meio-pesados.

“Esse homem é forte. Vi que ele tinha uma atitude diferente. Eles até o chamam de ‘Lobo’. Ele tem uma aparência distinta e muitas vezes consegue encontrar os pontos fracos de seu oponente. Comparado a esse lobo, Alex deve se preparar bem”, disse Veera.



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