No momento em que Ramiro Hernández converteu o pênalti da vitória Belgrano de Córdoba contra o Argentinos Juniors em La Paternal e sabia-se que definiria Torneio de abertura na frente Rio da Prata, A tão criticada (e com razão) competição de 30 equipes de repente desceu para uma final que, independentemente do que acontecer no domingo em Kempes, dificilmente será esquecido. Não é “mover”como disse uma vez Diego Armando Maradona, mas em Córdoba Já dá para começar a sentir o clima de um duelo que pode facilmente ser classificado como “histórico”.
É para a equipe do Córdoba, como primeira medida, já que nunca disputou uma partida deste tipo na primeira divisão. Já para o milionário, porque não se sagrou campeão há três anos, quando Martín Demichelis o dirigiu, e isso diz muito numa época em que se habituou a levantar troféus. E também para os neutros, que encontraram o consolo perfeito em não verem a sua equipa chegar ao jogo decisivo: é “o fim da morbidade” que captura a todos e cria nervosismo, excitação e prazer em partes iguais.
“Quem vai ganhar no domingo? Belgrano. Esqueça.” A confiança que emana Joaquim34 anos, é aquele que tem a grande maioria dos torcedores consultados pelo Clarim o primeiro dia de vigilância em Córdoba. Acabou de sair do trabalho no “La casa Pirata”, restaurante localizado a poucos metros de distância. Gigante do Bairro Alberdi, e encontre-se para conversar com um casal que vende camisetas no canto oposto. Não se fala de outra coisa senão da final com o River, embora ainda faltem alguns dias..
Nascido em 25 de junho de 1991, Joaquín comemorou seus 20 anos em Buenos Aires, onde esperava para torcer pelo Belgrano no dia seguinte na revanche da turma de 2011 no Monumental. “Se aquela partida com o River foi a mais importante da história? Sim, claro. Eles não esquecem mais.” Ele lança o assédio enquanto pega o celular para mostrar uma foto daquele dia, na arquibancada esperando para deixar um estádio literalmente em chamas. Existem opiniões divididas. Para Antonio, de 32 anos, o último duelo das oitavas de final contra o Talleres, clássico rival, supera tudo.
Este último torcedor carrega na mão uma sacola com roupas que acabou de comprar na loja oficial do clube, na rua Arturo Orgaz, onde há movimento constante. Um vendedor confirma a percepção inicial: “Nesta última semana, depois do jogo com o Argentinos e um pouco antes também, há muito mais vendas.
Há camisetas alusivas ao quarteto Rodrigo Bueno, “El Potro”, que exatamente no domingo ele completaria 53 anos e reforça a esperança que existe na estrada celestial de Córdoba. Há também a referência para “Férias” de Romero, campeão mundial de nascimento pirata que é motivo de orgulho para Alberdi, e logicamente a estampa nas camisas com os sobrenomes Lucas Zelarrayán e Franco Vázquez, referências junto com outros jogadores experientes como Lisandro López, Emiliano Rigoni, Lucas Passerini e Nicolás “Uvita” Fernández.
Como então definir o que está por vir? “O que está acontecendo aqui é uma loucura. Com o River fizemos a partida mais importante da nossa história e esta será ainda mais. Sim claro. “Belgrano nunca disputou uma final da Primera”, Joaquín argumenta sem rodeios, que não perdeu um pingo de paixão. Quase 15 anos depois daquela viagem a Buenos Aires que teve final feliz, hoje ele é integrante da barrabrava do clube cordoba Los Piratas Celestes de Alberdi e espera pelo domingo.
Rodrigo Bueno, presente em Alberdi. Foto: Fernando de la Orden/Enviado especialNos arredores do Gigante existe um mural dedicado ao “Quinteto de Ouro”, como foi nomeado o atacante formado por Héctor Carrizo, Justo Aníbal Coria, Oscar Nicolás Peralta, Dardo Lucero e Francisco García, que, entre outras grandes conquistas, marcou 96 gols em 24 jogos disputados em 1947 contra um clássico do Tall 1947, incluindo 1947 e 1934. é a importância do que o time vai jogar. Ricardo Zielinsky o que pode fazer de mais de um ídolo.
Cuti Romero, campeão mundial de Belgrano. Foto: Fernando de la Orden/Enviado especial“El Chino (Zelarrayán) já é um ídolo. Se vencermos no domingo, ele irá para um mural. Sem dúvida. O mesmo com El Ruso (Zielinski) e talvez também El Mudo (Vázquez). E Licha López está nesse caminho, ela é uma fera”, disse. garante Antonio, que depois lamenta, junto com seu amigo Cristian, não ter conseguido ingressos para a final. E faz um alerta: “Tem muitos torcedores que vão ficar do lado de fora. Cuidado porque no domingo pode haver problemas”.
River vs Belgrano: a operação de segurança
Em menos de uma hora, os torcedores do Belgrano, que ocuparão a parte sul do Kempes (arquibancadas Artime e Gasparini), esgotaram os ingressos que lhes foram atribuídos pela Liga Profissional. E logo depois eles fizeram o River, que irá para o setor norte (Willington e Ardiles).
Desta forma, a final contará, como esperado, com um público impressionante. “ISSO É FUTEBOL: Kempes está lotado. E porque não poderia ser de outra forma, já lotamos o estádio com +57 mil torcedores de todo o país. Vejo vocês na FINAL”, postou a conta oficial do estádio via Instagram.
O ministro da segurança de Córdoba confirma que será realizada uma operação especial de segurança com 1.100 pessoas, incluindo policiais, seguranças privados, pessoal da Utedyc e Tribuna Segura. Além disso, haverá controlos por parte da Força Anti-Tráfico de Drogas à entrada na província e o direito de entrada será rigorosamente aplicado.



