Três novos casos de Ébola foram confirmados no sábado no Uganda, segundo as autoridades de saúde daquele país vizinho da República Democrática do Congo, epicentro da epidemia que representa agora um risco “muito elevado” para a saúde pública naquele país, segundo a Organização Mundial de Saúde.
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O Uganda, que suspendeu na quinta-feira todos os transportes públicos para a República Democrática do Congo, confirmou em 15 de maio a presença do vírus Ébola no seu território depois de descobrir dois casos, um dos quais morreu.
Uma declaração do Ministério da Saúde do Uganda, emitida no sábado, dizia: “Três novos casos foram confirmados no país, elevando o número total para cinco”.
Segundo as autoridades de saúde, os pacientes são “um motorista ugandês que transportou o primeiro caso confirmado no país”, além de “um profissional de saúde que foi infetado durante o tratamento” prestado a esta mesma pessoa. Essas duas pessoas estão atualmente em tratamento.
O último caso é o de uma mulher congolesa que chegou ao Uganda de avião.
O Ministério da Saúde confirmou que todos os que tiveram contacto com os casos confirmados foram identificados e estão a ser acompanhados e monitorizados.
A Organização Mundial da Saúde lançou um alerta de saúde internacional para responder à epidemia de Ébola no leste da República Democrática do Congo.
O Diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou na sexta-feira que havia quase 750 casos suspeitos e 177 mortes suspeitas na República Democrática do Congo, um país com cerca de 100 milhões de habitantes onde a pandemia está a espalhar-se rapidamente.
Na ausência de uma vacina e de um tratamento aprovados contra a estirpe Bundibugyo do vírus responsável pelo actual surto, as medidas para tentar impedir a sua propagação dependem principalmente do cumprimento de medidas de barreira e da rápida detecção de casos.




