O polêmico promotor-chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI) foi suspenso de suas funções na noite de segunda-feira, depois que o órgão de fiscalização do tribunal encaminhou Karim Khan para ação disciplinar.
Num escândalo que se arrasta há mais de dois anos, Khan enfrenta acusações de má conduta sexual com uma assistente. Ele negou veementemente qualquer irregularidade.
O Comité Executivo da Mesa da Assembleia dos Estados Partes – o órgão de supervisão do tribunal – disse numa declaração na segunda-feira que baseou a sua avaliação em “um relatório de investigação do Gabinete de Serviços de Supervisão Interna das Nações Unidas (OIOS), provas primárias, aconselhamento de um painel ad hoc de peritos judiciais e observações escritas”.
De acordo com uma cópia do relatório da Associated Press, a investigação da ONU encontrou provas de que Khan se envolveu em sexo não consensual “no seu escritório, na sua residência privada e durante a missão” (o assessor).
Contudo, um painel de três juízes seleccionados pelo Comité Executivo para uma revisão jurídica das conclusões concluiu que a investigação não era suficientemente conclusiva.



