O técnico da Roma, Gian Piero Gasperini, se opõe à oferta de Kone do Chelsea e explica como os limites salariais encerraram as buscas de Greenwood e Somerville.
Gian Piero Gasperini rejeitou a narrativa de que ele pessoalmente estragou a transferência do Chelsea para Manu Kone, insistindo que a Roma nunca recebeu uma oferta formal pelo internacional francês.
A Sky Sports informou que os Giallorossi rejeitaram uma oferta de 60 milhões de euros do clube da Premier League no último dia, uma versão dos acontecimentos que Gasperini contesta veementemente como se tivesse chegado à fase oficial.
Na mesma entrevista, o treinador da Roma confirmou uma segunda história, até então não contada, da janela de verão: o clube perseguiu ativamente Mason Greenwood e Crescencio Somerville, apenas para ser bloqueado devido a restrições salariais e não por falta de ambição.
Duas revelações, um tema: o verão dos ciganos é definido tanto por limites financeiros como por metas de transferência.
O relato de Gasperini sobre o que aconteceu com Manu Kone
Gasperini disse que o crédito por bloquear a ação de Kony lhe foi dado injustamente.
Ele explicou que até a partida contra o Lecce não tinha ouvido nada sobre o interesse do Chelsea e que não houve tempo para negociações antes do encerramento do prazo.
Ele confirmou que a Roma nunca recebeu uma oferta formal pelo meio-campista, uma afirmação que contradiz diretamente a narrativa relatada sobre a abordagem do Chelsea a Kone.
Manu Kone e a linha do tempo do interesse do Chelsea
A Roma jogou contra o Lecce um dia antes do prazo de transferência do verão, e Gasperini confirmou após essa partida que o clube não venderia seus melhores jogadores.
Foi apenas nas 24 horas seguintes que surgiu o relatório da Sky Sports sobre o interesse do Chelsea, deixando pouco espaço, segundo Gasperini, para que quaisquer negociações formais ocorressem antes que a janela se fechasse.
O relato do treinador descreve toda a saga como um episódio comprimido de última hora, em vez de um confronto longo e autoprojetado.
A oferta de 60 milhões de euros do Chelsea foi rejeitada por Gasperini
Os 60 milhões de euros ligados à suposta oferta do Chelsea vieram da Sky Sports, e não da Roma ou do próprio Gasperini, e o treinador deixou claro que nenhuma oferta formal de qualquer tamanho jamais chegou ao escritório do clube.
Não há confirmação da Roma sobre taxas oficiais, complementos ou qualquer estrutura geral de jogadores.
A lacuna entre as reportagens da mídia e o relato do treinador continua sendo a principal fonte de tensão na história.
Por que os esforços de Roma em Greenwood e Summerville falharam?
Gasperini confirmou que a Roma tentou contratar Mason Greenwood e Crescencio Somerville durante o verão, admitindo que a perseguição de ambos os jogadores revelou a verdade sobre a situação financeira da Roma.
Em junho, pensava-se que o dinheiro da qualificação para a Liga dos Campeões havia aliviado os problemas do clube, mas os métodos fracassados de Greenwood e Somerville provaram o contrário.
Ele disse que as restrições à massa salarial forçaram repetidamente a Roma a recusar jogadores que estivessem genuinamente interessados em ingressar no clube.
A estratégia de verão da Roma à luz das restrições financeiras da Federação Europeia de Futebol
A Roma chegou a um acordo com a UEFA e foi multada em Junho passado por não cumprir os requisitos financeiros, um contexto que moldou todas as decisões tomadas no mercado de transferências.
Apesar das restrições, o clube não vendeu nenhum dos seus melhores jogadores, mas contratou Santiago Castro, Rodrigo Moura, Konstantinos Koulerakis, Nahuel Molina, Leonardo Balerdi e Martin de Roon.
Gittins e Luiz Henrique foram descritos como as duas últimas tentativas de adicionar uma ampla opção de ataque antes que a janela se feche.
Gasperini insistiu que contratar apenas um jogador comum para ocupar uma vaga na equipe não faria sentido para uma equipe da Roma que almejava mais alto.