Uma equipe de cientistas anunciou na terça-feira que desenvolveu novas sondas de profundidade especificamente para testar sua controversa descoberta de que a rocha metálica no fundo do oceano está produzindo “oxigênio escuro”.
Se uma fonte de oxigénio até então desconhecida sempre tenha circulado nas profundezas da Terra, representaria uma descoberta notável que poria em causa suposições de longa data sobre as origens da vida no nosso planeta.
Mas a indústria mineira em águas profundas – que procura extrair metais preciosos destes nódulos polimetálicos do tamanho de batatas – e alguns investigadores expressaram cepticismo em relação a essa afirmação.
Assim, o ecologista marinho britânico Andrew Sweetman, que liderou a investigação de 2024 que revelou a possível existência de oxigénio escuro, está a planear uma nova expedição subaquática nos próximos meses.
Numa conferência de imprensa na terça-feira, Sweetman e a sua equipa revelaram dois novos módulos de aterragem capazes de mergulhar a uma profundidade de 11 quilómetros (sete milhas) com o objetivo de descobrir como os nódulos podem produzir oxigénio.
Sweetman explicou que, diferentemente das missões anteriores, essas sondas terão sensores projetados especificamente para “medir a respiração do fundo do oceano”.



