Os ataques da Rússia à Ucrânia mataram pelo menos uma pessoa e feriram 23 durante a noite e até sábado, quando negociadores da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos estavam programados para se reunirem em Abu Dhabi para um segundo dia de negociações para acabar com a invasão em grande escala da Rússia, que já dura quase quatro anos.
Uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas em um ataque de drone russo na capital da Ucrânia, Kiev, de acordo com o chefe da Administração Militar da cidade de Kiev, Tymur Tkachenko.
Na segunda maior cidade da Ucrânia, Kharkiv, um ataque de drone feriu 19 pessoas, disse o prefeito de Kharkiv, Ihor Terekhov, no sábado.
O ataque ocorreu no momento em que se esperava que os enviados se reunissem nos Emirados Árabes Unidos para um segundo dia de negociações no sábado.
As conversações são o primeiro caso conhecido de que funcionários da administração Trump se reuniram com os dois países como parte do esforço de Washington para progredir no sentido de acabar com a invasão de quase quatro anos de Moscovo.
O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos disse que as conversações faziam parte dos esforços “para promover o diálogo e identificar soluções políticas para a crise”. A Casa Branca descreveu o primeiro dia de sexta-feira como produtivo.
Tem havido muita atividade diplomática nos últimos dias, da Suíça ao Kremlin, embora permaneçam sérios obstáculos entre os dois lados.
Embora o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tenha dito em Davos, na Suíça, na quinta-feira, que um potencial acordo de paz estava “quase pronto”, vários pontos sensíveis – especialmente os relacionados com questões territoriais – permaneceram por resolver.
Poucas horas antes do início das conversações a três, o presidente russo, Vladimir Putin, discutiu um acordo sobre a Ucrânia com os enviados do presidente dos EUA, Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, durante uma maratona de conversações durante a noite.
O Kremlin insiste que, para chegar a um acordo de paz, Kiev deve retirar as suas tropas das regiões orientais que foram ilegalmente anexadas pela Rússia, mas que ainda não foram totalmente capturadas.


