Rosário Central vencer 2-1 Corrida em Avellaneda com mais uma atuação magistral de Anjo Di Mariao campeão mundial que voltou da Europa e mostra em todos os jogos que aos quase 38 anos (faz 38 no dia 14 de fevereiro) é pura hierarquia: Ele fez um golaço para abrir o jogo e iniciou o contra-ataque no segundo. Determinante.
Mas Fideo joga dentro e fora de campo por causa do magnetismo gerado por sua presença. No aquecimento antes da competição, foi aplaudido pelo público no cilindro, e depois em campo, apelou à sua experiência para gerir o timing da partida, falando sempre muito próximo do árbitro. Fernando Echeniquecuidar da vantagem no placar.
É claro que, ao ser substituído, deixou um quadro diferente: recebeu apitos de grande parte da torcida local. Algo lógico no sempre apaixonante (e emocionante) futebol argentino.
ESPLÊNDIDO!! Todo o cilindro de Avellaneda FOI para ÁNGEL DI MARÍA quando ele foi substituído no Racing-Rosario Central.
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– Centro Esportivo (@SC_ESPN) 28 de janeiro de 2026
É verdade que não foram dias difíceis para ex-PSG, Manchester United, Juventus e Real Madrid (conversa sobre carreira, vale lembrar). Na noite de sábado, contra Belgrano de Córdobasua equipe recebeu um pênalti polêmico após uma falta em que Di María pareceu exagerar a infração. No cenário em constante mudança da mídia social, eles o lembraram do título de escritório que a AFA lhe deu Cláudio Tapia no final do ano, um gesto que provocou um escândalo.
Mas contra o Racing não houve jogos polêmicos e o vilão venceu bem. Claro, ele acabou falando sobre os assobios Jorgelina CardosoEsposa de Angelito e mãe de suas filhas, a mulher que sempre se preocupa em colocar em palavras o que muitos silenciam e descreve como ninguém tudo o que sofre no ambiente dos jogadores de futebol.
Desta vez, Jorgelina falou sobre a reação do público e ficou do lado do povo, apontando diretamente para os meios de comunicação responsáveis por “gerar ódio”.
“Eles mostram os apitos quando você sai do campo, mas ninguém mostra os aplausos da torcida do Racing no aquecimento”, começou dizendo o companheiro de equipe de Fideo. E então começou a citar alguns dos times que cruzaram o caminho do Central e foram atingidos pelo ídolo malandro.
“Falam das más vibrações do Estudiante, mas ninguém sabe quantos Pinchas te disseram ‘não somos iguais, amamos você crack’”, lembrou. E continuou: “Eles fazem você querer odiá-los do Newell’s e não há um dia na sua vida que você não encontre um leproso e ele te encha de elogios. Aquele aplauso no colosso que ninguém esperava aconteceu e foi lindo para Rosário”. Nessa frase referiu-se à despedida de Maxi Rodríguez, a noite em que os de vermelho e preto aplaudiram os de azul e amarelo.
Ele também falou sobre o Superclásico argentino: “Querem que você acredite que Boca e River também não te amam e muitos Bosteros e milionários dizem coisas lindas na sua cara”.
“Muita mídia só quer gerar ódio, a única verdade é aquela que você mora na rua, aquela que ninguém mostra, aquela que ninguém vê, a virtual não é a real.
A primeira resposta às palavras de Jorgelina veio do próprio Angelito, que refletiu sobre os dias que vive. “O virtual não é real”, começou por dizer Fideo, que teve duras batalhas para chegar a este momento de redenção e de gozo total, com o seu povo e na sua cidade.
“A realidade está na rua. Em Rosário, em Buenos Aires, onde quer que estejamos, sempre recebemos carinho das pessoas.
O que vem por aí para Rosario Central e Di María é receber o River no Gigante de Arroyito no próximo domingo às 21h30, e depois é hora de visitar Aldosivi em Mar del Plata, onde milhares de pessoas irão a campo só para vê-lo de perto.



