Com Fabio Quartaro a caminho da Honda e Jorge Martin para a Yamaha, a Ducati foi a equipa de MotoGP sob menos pressão, em grande parte graças à garantia de Marc Márquez nas suas declarações recentes.
O espanhol deixou claro que pretende permanecer na equipa que lhe permitiu voltar a ser campeão mundial. Embora a extensão do contrato entre Márquez e o produtor de Borgo Panigale ainda tenha alguns detalhes finais, sinais apontando para Pedro Acosta como seu companheiro de equipe mais provável em 2027 se reuniram nas últimas semanas.
Jornal espanhol COMO Já há relatos da saída de Acosta da KTM e da sua chegada à Ducati, onde se espera que forme a dupla mais forte da grelha ao lado de Márquez.
A Autosport entende que o acordo entre o bicampeão mundial de Moto3 (2021) e Moto2 (2023) e o fabricante italiano já foi selado, enquanto se aguarda o polimento final das cláusulas contratuais de Márquez. Assim que isso for concluído, espera-se que uma série de anúncios oficiais se sigam, provavelmente antes da abertura dos campeonatos de 2026, no início de março.
Além disso, a Autosport apurou que os representantes de Francesco Bagnia estão trabalhando há algum tempo para encontrar um novo assento para o piloto italiano. O bom senso sugeriria que ele poderia caber em qualquer moto, mas um movimento lógico seria vê-lo juntar-se a uma das máquinas VR46 Demosissi – permitindo-lhe permanecer na família Ducati.
No entanto, não seria exagero para ele juntar-se a Martin na Yamaha, ou mesmo para a Honda tentar montar uma formação de alto nível com Bagnaia ao lado de Quartararo. A Aprilia também poderia oferecê-lo ao seu amigo Marco Bizicchi, que é seu amigo próximo no paddock de MotoGP.
Pedro Acosta correrá sua última temporada com a KTM em 2026
Foto por: Imagens KTM
A mudança da Ducati para Acosta pode ser interpretada como particularmente agressiva, especialmente tendo em conta que Bagnia nem sequer teve a oportunidade de provar que o colapso da temporada passada foi apenas um pontinho. No entanto, a Autosport entende que este ataque está enraizado numa estratégia de prevenção de perdas.
A urgência do mercado, aliada à exigência de Márquez pelo seu novo contrato, forçou os executivos da empresa sediada em Bolonha a tomar medidas decisivas para garantir o melhor piloto. Com Acosta, a Ducati garante um sucessor de alta qualidade para o dia em que Márquez decidir se aposentar ou procurar um novo desafio.
Como se isso não bastasse, a disposição de Acosta em comprar terras na Ducati significa que suas demandas são provavelmente menores do que seriam em negociações com um fabricante mais desesperado. No ano passado, o piloto da KTM já encarava a perspectiva de deixar o último ano do seu contrato com a marca sediada em Metigoffen para se juntar à VR46 na temporada de 2026, onde foi aclamado como um potencial substituto de Franco Morbidelli.
Porém, a direção da KTM nem sequer pensou em entrar em negociações para uma possível saída. Durante este período, o diretor desportivo da KTM, Pete Beyer, tentou convencer o espanhol a não rejeitar a renovação do contrato.
Espera-se que o lugar de Acosta na equipe de fábrica da KTM seja ocupado por Maverick Vinales, embora não esteja claro quem ficará com a segunda moto, atualmente pilotada por Brad Binder.
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– A equipe Autosport.com



