O círculo começa a se fechar. Quando Juan Román Riquelme invadiu as terras do treinador na semana passada na propriedade de Ezeiza a contagem regressiva começou. Muito mais, depois de mais uma atuação deplorável da equipe diante do Platense. A saída de Claudio Úbeda, insultado por toda a multidão e a bordo de uma onda de assobios que nem Delicioso poderia encobrir, ele revelou a realidade do Boca. E contra o Racing, sexta-feira, na La Bombonera, estarão em jogo muito mais que três pontos. O clássico pode ser decisivo para o rosário, que herdou o cargo após a morte de Miguel Angel Russo e está fragilizado pela erosão interna. Na medida em que já se ouvem nomes para substituí-lo.
O próprio presidente foi o responsável por perfurar a figura Sifão. Essa boa imagem que o treinador tinha foi perturbada, justamente no último duelo com A Academiadurante as finais do Torneio Clausura. A substituição de Exequiel Zeballos no segundo tempo foi muito questionada. E quando todos – de Riquelme aos fãs – aceitaram Úbeda, Ele apoiou vários armários. Como será? que sua oficialização foi adiada.
Também, Marcelo Delgado deu várias entrevistas onde revelou que a continuidade não foi resolvida. Só no início de janeiro, depois de avaliar diversos cenários, é que Román deu o OK. Não foi um anúncio pomposo. Nem mesmo uma postagem nas redes sociais. Afinal, o rosário tem contrato que vai até junho. E não obteve nenhuma melhora financeira, ainda mantém seu relacionamento como auxiliar de campo.
Ele Sifãoenfrentando a maior oportunidade de trabalho de sua vida aos 56 anos, está ciente de que o jogo de sexta-feira é fundamental. “Temos que vencer o Racing”, disse o ex-capitão à equipe A Academia Em 2001, quando a seqüência negra de 35 temporadas sem títulos locais foi quebrada por Reinaldo Merlo, o grande Mostarda. O último antecessor, por acaso às margens do Riachuelo, o condena pela citada mudança de Changuitoque desta vez não poderá participar do jogo porque sofreu uma ruptura no bíceps femoral da perna esquerda. Os fãs estarão esperando.
Úbeda já não tem a aprovação do povo e basta observar a despedida no domingo. Riquelme mordeu o bilhete. E o esquadrão? O que pensa Leandro Paredes, líder dentro e fora de campo, usuário da braçadeira? No início de novembro, o meio-campista campeão mundial comparou Sifão com Scaloni. “Ele lidera um grupo avançado, um grupo de pessoas também, porque é muito próximo do jogador. Temos uma relação parecida com a do Lionel e espero que os resultados sejam parecidos com os que tivemos na seleção”, afirmou. E acrescentou: “É algo parecido com o que Lionel nos pede na seleção, porque nos diz para jogar, para sermos nós mesmos e, na hora de perder a bola, vestir o macacão e trabalhar, para recuperar”.
Essa variação de Zeballos refletia o desconforto de Paredes, que fazia gestos pomposos que não passavam despercebidos pelas câmeras. O jogador pediu desculpas, mas começa a perceber que Úbeda não lhe oferece soluções táticas. Não gostou de se movimentar como insider pela direita contra o Vélez, quando teve que liberar o círculo central para Milton Delgado. “5” acha reconfortante ser o iniciador das peças. No domingo saiu com um problema no tornozelo direito e neste campeonato ainda não fez a diferença que fez quando chegou.
Sob esta situação, Riquelme avalia uma mudança de rumo. A idolatria deles está enferrujada. Ficou muito claro quando a cortina Doce foi mostrada, com Román acima do escudo do Boca, uma verdadeira mensagem. Muitos torcedores assobiaram. Na plataforma virtual, a das redes sociais, Sua imagem se torna cada vez mais negativa. Úbeda será o estopim, isso é certo. E quem são os candidatos para substituí-lo?
Semana passada, Ruben Darío Insua foi entrevistado durante uma hora e meia num canal desportivo. Sua presença não parecia aleatória. O técnico do Barracas Central foi questionado sobre o Boca. “Obviamente, para qualquer técnico ou jogador que isso aconteça, com esse tipo de interesse de um grande clube, imagino que isso melhore sua autoestima”, respondeu. Ele galego Já estava nos planos de Román para 2023, após a demissão de Jorge Almirón.
Outra opção é Cristian Gonzálezque surge no radar toda vez que Riquelme decide trocar de treinador. Ele Quilos Está desempregado desde a passagem sem sucesso pelo Platense (2 vitórias, 5 empates e 7 derrotas). Ele conhece o tecido azul e dourado porque vestiu a camisa do Boca (40 jogos e 3 gols entre 1995 e 1996) e também tem sentimento com Román, com quem dividiu a seleção argentina.
Um sonho um tanto utópico tem a ver com Néstor Lorenzo. Também com curta trajetória xeneize (14 partidas entre 1996 e 1997), é técnico da seleção colombiana que disputará Copas do Mundo nos EUA, México e Canadá. Seu salário é altíssimo, quase no mesmo nível de Marcelo Gallardo, o técnico mais bem pago do país.
E tem outro sobrenome que sempre esteve na pasta. Estava perto de chegar quando Daniel Angelici era presidente e também soava nas últimas horas. Este é António Mohamedque também jogou muito pouco no Boca (16 jogos e 4 gols entre 1991 e 1992). Ele Peru Ele dirige Toluca onde já começam a surgir rumores de uma possível saída no meio do ano.
“Não sairia de Toluca para ir para outra equipe, estou muito comprometido com este projeto, que fique bem claro, se ainda estiver aqui muito feliz, não trocarei este projeto por mais nada”, frisou Mohamed no sábado, após a vitória de sua equipe contra o Xolos. Fernando Gago também disse aos mexicanos que não deixaria o Chivas para vir à Argentina treinar o Boca. E todo mundo sabe o final do filme.



