Washington saudou na segunda-feira a “isenção” das empresas multinacionais norte-americanas da taxa mínima de imposto de 15% estipulada num acordo internacional.
No final de 2021, quase 140 países comprometeram-se a aumentar os impostos sobre as empresas multinacionais através de um acordo-quadro celebrado sob os auspícios da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
O “segundo pilar” deste acordo estipula a fixação de uma taxa mínima efectiva de imposto de pelo menos 15% sobre os lucros destas grandes empresas.
Ao regressar ao poder, Donald Trump retirou os Estados Unidos do acordo e o seu governo negociou para que as empresas multinacionais americanas ficassem isentas destes impostos.
O Departamento de Finanças dos EUA explicou, num comunicado de imprensa na segunda-feira, que celebrou acordos com mais de 145 países “para que as empresas sediadas nos Estados Unidos estejam apenas sujeitas aos impostos mínimos dos EUA e estejam isentas do segundo pilar”.
O Departamento acredita que este resultado constitui uma “vitória histórica” que “preserva a soberania americana” e “protege as empresas e trabalhadores americanos de abusos extraterritoriais”.
O princípio desta isenção foi aprovado pelos estados membros do G7 no final de junho.
Num comunicado de imprensa separado, também publicado na segunda-feira, a OCDE citou “vários meses de negociações intensas” para chegar a “um acordo político e técnico significativo que estabelecerá as bases para a estabilidade e segurança jurídica para o sistema fiscal internacional”.



