O Valência dos últimos anos funciona sem um plano estabelecido e cada temporada tem que ser inventada. Doze novos jogadores chegaram nesta temporada, muitos dos quais, para o bem ou para o mal, já terão partido quando junho chegar. O exemplo de Ramazani é notável, os seus golos e a sua ligação com Sadiq transformaram o ataque do Valência, mas foi também Noyes, do United, cuja chegada deu verdadeira estabilidade a uma defesa que precisava de jogadores escondidos.
Para permanecermos endividados, devemos agregar jogadores decisivos este ano como Beltran (o jogador que mostrou o maior nível em momentos de crise aberta) ou com certificado (titular indiscutível até lesão) tem que pagar o que Lim não quer colocar na mesa. No grupo de jogadores emprestados que vão sair temos de adicionar jogadores que estão em fim de contrato, como o Guido, que foi contratado por apenas quatro meses, ou o próprio Dmitrievsky, por quem temos de pagar meio milhão de euros e multiplicar o seu salário para que fique mais duas épocas.
Com 12 novos jogadores, Korbran teve dificuldade em fazer o projeto decolar. Tanto que passou muitos dias na parte perigosa da mesa. O ano seguinte foi jogado fora e sem crescimento. O discurso de Gurley em montar um time da Liga dos Campeões para 2027 está perdendo credibilidade na competição, deixando no ar a exigência de não ser rebaixado para a segunda divisão.



