A petrolífera pública Petroleos de Venezuela (PDVSA) anunciou quarta-feira que está a negociar a venda de petróleo com os Estados Unidos, na sequência da prisão do presidente Nicolás Maduro e de declarações do presidente Donald Trump sugerindo que ele assumiria o controlo da comercialização do petróleo venezuelano.
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O comunicado de imprensa afirma que a National Oil Company “está actualmente a conduzir negociações com os Estados Unidos para vender quantidades de petróleo, no quadro das relações comerciais existentes entre os dois países”.
O texto continua: “Este processo ocorre de acordo com padrões semelhantes aos utilizados com empresas internacionais, como a Chevron, e é baseado numa transação puramente comercial, consistente com padrões de legalidade, transparência e benefício para ambas as partes”.
“A PDVSA reafirma o seu compromisso de continuar a construir alianças que estimulem o desenvolvimento nacional em benefício do povo venezuelano e contribuam para a estabilidade”, concluiu a empresa pública.
A presidente em exercício, Delcy Rodriguez, afirmou na terça-feira que “nenhum agente estrangeiro governa a Venezuela”, enquanto Donald Trump confirmou na terça-feira que a Venezuela entregaria dezenas de milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos.
Na quarta-feira, o secretário de Energia, Chris Wright, acertou em cheio ao afirmar que Washington controlaria “indefinidamente” a comercialização do petróleo venezuelano.
As autoridades de Caracas não responderam a estas declarações.
A produção venezuelana de petróleo bruto permanece baixa, em 1 milhão de barris por dia, devido a décadas de subinvestimento em infra-estruturas e às sanções dos EUA, segundo especialistas.



