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Violência policial em França: A família de Adama Traoré, falecido em 2016, leva o caso ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos

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O advogado da família de Adama Traoré, o jovem negro cuja morte em 2016 se tornou um símbolo da violência policial em França, anunciou que vai recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos “para condenar a França”, depois de arquivar o caso confirmado pelo mais alto tribunal francês na quarta-feira neste caso.

A morte de Adama Traoré tornou-se um caso simbólico para acusações de violência e racismo contra a polícia. “Garantiremos que a condenação da França seja exemplar”, declarou May Bouzereau.




Agência França-Presse

O despedimento de que beneficiou a gendarmaria de Val-d’Oise (Norte) em agosto de 2023, e que foi confirmado em maio de 2024 mediante recurso, transitou em julgado no Tribunal de Cassação, após dez anos de lutas perante o poder judicial francês por parte dos familiares da vítima, que solicitaram o reinício da investigação.




Agência França-Presse

Os três gendarmes acusados ​​neste caso algemaram Adama Traore num apartamento em Beaumont-sur-Oise (norte de Paris) em 19 de julho de 2016, no final de uma perseguição num dia em que a temperatura estava próxima dos 37 graus Celsius.




Agência França-Presse

O jovem de 24 anos foi preso durante uma operação contra seu irmão Baghi e morreu duas horas depois no quartel próximo de Birsan.

Neste caso, onde a detenção ocorreu sem testemunha externa, e onde a investigação conduziu a numerosos pareceres periciais e relatórios médicos, o Tribunal de Recurso considerou que a actuação dos gendarmes contribuiu para a morte de Adama Traoré, mas permaneceu dentro da lei.




Agência França-Presse

Os juízes decidiram que a morte do jovem foi causada por “insolação”, que “muito provavelmente” não teria levado à morte se não fosse a prisão dos gendarmes.

O Supremo Tribunal rejeitou todos os argumentos apresentados pelos familiares da vítima e, portanto, recusou-se a anular o despedimento emitido a favor da gendarmaria em agosto de 2023 e depois confirmado em maio de 2024 em recurso.

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