A organização informou na sexta-feira que a pena de morte já foi aprovada em oito casos.
Dos outros 22 casos pendentes nos tribunais, dois homens ainda são menores, continuou a Amnistia. O judiciário iraniano não confirmou oficialmente nenhuma sentença de morte.
No entanto, há uma semana, a agência de notícias Masan, ligada às autoridades, noticiou um caso em que três pessoas poderiam enfrentar a pena de morte por participarem nos motins.
A Amnistia acusou a liderança iraniana de usar a pena de morte para reprimir a dissidência.
“As autoridades iranianas estão mais uma vez a encobrir o seu desrespeito pelo direito à vida e à justiça, ameaçando execuções sumárias e proferindo sentenças de morte em julgamentos rápidos, poucas semanas após a detenção”, disse Diana Al-Tahawi, Diretora Regional Adjunta para o Médio Oriente.
“Ao transformar a pena de morte em arma, estão a tentar incutir medo e esmagar o espírito da população que exige mudanças fundamentais”, acrescentou.



