Falando num briefing regular em Pequim, o porta-voz do Ministério da Defesa, Jiang Bin, disse que a “aplicação irrestrita da IA pelos militares” poderia “corroer as restrições morais e a responsabilidade nas guerras” e arriscar uma “perigosa corrida tecnológica”.
Os seus comentários vieram em resposta a uma pergunta que citava relatos de que os EUA estão a pressionar empresas de tecnologia nacionais para permitirem a utilização militar generalizada dos seus sistemas de IA, e que já implantaram esse equipamento em operações relacionadas com conflitos no Irão e na Venezuela.
Jiang criticou o que disse serem escolhas que incluíam “usar a IA como uma ferramenta para violar a soberania de outros países”, bem como “permitir que a IA influenciasse excessivamente as decisões de combate e capacitar algoritmos para determinar a vida e a morte”.
“A China acredita que a superioridade humana deve ser mantida no uso militar da IA, e todos os sistemas de armas relevantes devem permanecer sob controle humano”, disse ele, acrescentando que Pequim apoia uma “abordagem orientada para as pessoas e o princípio da IA para o bem”.
Ele também alertou sobre os perigos potenciais de permitir que as máquinas dominem as decisões no campo de batalha, citando o cenário distópico retratado no filme americano de 1984. Exterminador do Futuro.



