Pequim emitiu uma directiva central para desmantelar os muros administrativos que dividem o sector eléctrico da China, sinalizando uma mudança decisiva em direcção a um mercado energético nacional unificado, concebido para apoiar a segurança energética e a transição verde do país.
De acordo com as novas directrizes emitidas pelo Conselho de Estado na quarta-feira, o objectivo é transformar um conjunto de mercados provinciais isolados num mercado energético nacional eficiente e aberto, garantindo um equilíbrio dinâmico e de alto nível entre a oferta e a procura de electricidade.
Para alcançar esta ambição, o documento delineou um roteiro para a próxima década com duas etapas: estabelecer um mercado nacional de energia unificado “basicamente” até 2030 e ter o sistema “totalmente implementado” até 2035.
Até 2030, a China pretende que a electricidade comercializada no mercado atinja 70% do seu consumo total de electricidade. No centro desta visão está o funcionamento totalmente formalizado de um mercado à vista a nível nacional, que permite a compra e venda de electricidade através de normas técnicas harmonizadas e de um mecanismo de preços baseado no mercado que garante uma concorrência leal entre as fronteiras provinciais.
Até 2035, Pequim prevê a plena realização de um mercado energético nacional maduro e unificado, que permitiria uma melhor integração do comércio interprovincial e local, permitindo assim uma alocação óptima dos recursos energéticos a nível nacional.



