As bases na selva que outrora sustentaram a mais longa insurreição comunista da Ásia foram em grande parte esvaziadas. O exército avalia que as suas dezenas de milhares de guerrilheiros foram reduzidas a “muito, muito pouco”.
Após 56 anos, os militares filipinos acreditam que a luta está quase no fim – e essa crença está a mudar as forças armadas a partir de dentro.
Os comandantes estão a rever o treino e as tácticas, afastando-se das missões de contrainsurgência de pequenas unidades que definiram cinco décadas de guerra na selva. O inimigo para o qual estão preparados não são os guerrilheiros maoistas nas colinas.
As autoridades dizem que a mudança só é possível porque o Novo Exército Popular (NPA) – o braço armado do Partido Comunista das Filipinas – é uma força esgotada.
Nem todo mundo acredita nisso.



