A disputa surgiu quando o gabinete do Representante do Comércio dos EUA anunciou esta semana que tinha aberto uma investigação sobre as acções, políticas e práticas de 16 economias, incluindo Singapura, ao abrigo da Secção 301 da Lei do Comércio de 1974. A investigação centra-se no excesso estrutural de capacidade e produtividade nos sectores industriais.
Num aviso ao Federal Register, o USTR destacou Singapura como tendo um excedente comercial bilateral com os EUA, tanto em bens como em serviços, no valor de 27 mil milhões de dólares em 2024.
O Ministério do Comércio e Indústria de Singapura disse num comunicado na quinta-feira que isto não era apoiado pelos próprios dados dos EUA. Citando dados do Gabinete de Análise Económica dos EUA, o ministério disse que Singapura teve um défice comercial com os EUA de 1,7 mil milhões de dólares em bens e 25,1 mil milhões de dólares em serviços em 2024 – elevando o seu défice comercial global para cerca de 27 mil milhões de dólares.
O aviso dos EUA também sugeriu que Singapura continuou a expandir a capacidade de produção, apesar de um declínio nas taxas de ocupação industrial. O ministério rejeitou a caracterização, dizendo que as taxas de ocupação do espaço industrial “são muito saudáveis, em torno de 90 por cento, e têm permanecido estáveis”.
Acrescentou que a terra é escassa e as alocações para uso industrial diminuíram ao longo do tempo devido a necessidades concorrentes.



