Espanha e Brasil assinaram acordos na primeira cimeira bilateral de Pedro Sanchez e Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto os líderes espanhóis procuram formar uma coligação para enfrentar o presidente dos EUA, Donald Trump.
Sánchez disse aos jornalistas, depois de assinar 15 acordos, que a relação entre Espanha e Brasil é mais do que estritamente bilateral, abrangendo minerais importantes, telecomunicações e inteligência artificial.
“A paz e os valores que a sustentam estão a ser atacados por uma onda reacionária”, disse, acrescentando que “enquanto outros abrem feridas, queremos fechá-las e curá-las”.
A reunião com o Brasil deu início a dois dias de negociações em Barcelona, onde Sánchez recebe cerca de uma dezena de chefes de Estado e de governo para posicionar a cidade espanhola como um centro de resistência a Trump e de renascimento da esquerda política.
Líderes do México, África do Sul, Colômbia e Uruguai também estarão presentes nos eventos e falarão no sábado.
Os participantes opõem-se à guerra no Irão e ao que consideram uma política externa intervencionista dos EUA fora das instituições internacionais que, segundo eles, se revelou ineficaz.



