Hassan Pekar sabia que a sua primeira visita à China iria provocar uma reação negativa. O que ele não esperava era a rapidez com que o debate se resumiria a um binário: propaganda ou patriotismo.
Clipes de sua visita foram amplamente divulgados, alguns reproduzidos por meios de comunicação ligados ao Estado chinês – em um vídeo viral, Paiker foi ouvido dizendo “Não tenho patriotismo em meu coração”, levando muitos observadores ocidentais a acusar Pequim de agir como poder brando.
Visitando a China: observação pessoal ou propaganda?
Quando questionado directamente sobre qual era a sua principal motivação política para a viagem e como essa intenção se enquadrava na forma como a sua visita estava a ser preparada pelos meios de comunicação estatais da China, Paiker rejeitou a premissa de que visibilidade é igual a endosso.
“A minha motivação foi mostrar que a China não é o reino eremita que muitas vezes é retratado”, disse ele numa entrevista recente ao South China Morning Post. “Na verdade, está muito avançado. Alcançou uma verdadeira prosperidade para os seus cidadãos.”
Pressionado sobre se este enquadramento era desconfortável com a narrativa preferida de Pequim, Pyker reconheceu o risco, mas argumentou que era inevitável.



