Os EUA enfrentarão uma “escassez crítica” de conhecimentos chineses dentro de uma década, afirmou um relatório na segunda-feira, ameaçando deixar os decisores políticos com dificuldades para gerir a relação estratégica mais frutífera de Washington.
À medida que os especialistas chineses se reformam e o número de norte-americanos que estudam na China diminui acentuadamente, a resultante lacuna de talentos apresenta um “problema de segurança nacional e de competitividade económica”, alertou um relatório elaborado por um grupo de trabalho de especialistas da organização sem fins lucrativos U.S. China Education Trust, com sede em Washington.
“É um imperativo de segurança nacional”, disse Nicholas Burns, embaixador dos EUA na China no governo do presidente Joe Biden, falando na divulgação do relatório, enfatizando a importância de aprender mandarim e viver na China.
O estudo, realizado entre Setembro de 2025 e Janeiro de 2026 e financiado pela Embaixada dos EUA em Pequim sob a administração do Presidente Donald Trump, argumentou que a experiência da China deve ser considerada um activo estratégico, e instou Washington a elevar os intercâmbios académicos bilaterais ao mesmo nível que o comércio e a segurança na relação EUA-China.
“A capacidade da América de compreender e gerir as suas relações estratégicas mais produtivas está a diminuir”, observou o relatório, citando a perda à medida que os especialistas se reformam e não são substituídos.
O relatório encontrou muitas culpas em ambos os lados, incluindo restrições de vistos, receios de espionagem, profunda desconfiança, cortes orçamentais e graves preocupações de segurança nacional.



