De acordo com dados de tráfego marítimo analisados pela Agence France-Presse, os navios ancorados no Golfo ou que passam pelo Estreito de Ormuz estão a alterar os seus dados de rastreamento para reivindicar ligações com a China, num esforço para evitar ataques iranianos.
O Irão bloqueou efectivamente a principal via navegável desde que o ataque EUA-Israel começou, em 28 de Fevereiro, e pelo menos 10 navios foram atacados desde então.
Mas ao afirmarem ter “toda a tripulação chinesa” a bordo, ou ao mudarem o seu destino para “propriedade chinesa”, os navios estão a ligar-se a Pequim, o parceiro económico mais importante do Irão.
Segundo Ana Subasic, analista de risco comercial da Kpler, proprietária da Marine Traffic, “estes parecem ser sinais de precaução utilizados por navios que tentam reduzir o risco de serem atingidos”.
Isso nem sempre indica propriedade chinesa, disse ele.
Na segunda-feira, o cargueiro de bandeira panamenha Guan Yuan Fu Xing foi o último a navegar com segurança pelo Estreito de Ormuz, dois dias depois mudando seu destino para “CHINA OWNER” através de seu transponder AIS.



